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NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   Núcleo Memória participa de ato pelos 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog

No último dia 25 de outubro, exatamente cinquenta anos após o ato religioso celebrado por dom Paulo Evaristo Arns, reverendo James Wright e rabino Henry Sobel, que representou a pá de cal jogada sobre a farsa do suposto suicídio de Vladimir Herzog, um novo culto ocorreu na mesma catedral.

Desta vez, o ato, convocado pelo Instituto Vladimir Herzog e pela Comissão Arns de Direitos Humanos, foi uma comovente celebração ecumênica que homenageou não apenas o jornalista Herzog, mas também todas as vítimas da ditadura. A catedral, repleta e emocionada, participou ativamente do evento, levantando cartazes com as fotos dos assassinados pela repressão, tanto nos anos sombrios da ditadura quanto das vítimas das polícias militares hoje.

A cerimônia foi conduzida pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, pelo rabino Uri Lam e pela pastora Anita Wright, emulando a celebração realizada cinquenta anos atrás. O ato contou também com a participação do Coral Martinho Lutero e apresentações musicais da cantora Cida Moreira. Esses momentos culturais se intercalaram com emocionantes discursos das autoridades presentes, especialmente o de Ivo Herzog, filho de Vlado.

Ainda na catedral, foram exibidos vídeos especialmente produzidos para a ocasião, com imagens de manifestações e de vítimas do Estado desde a ditadura militar até os dias atuais. Entre eles, destacou-se a leitura de uma carta de Zora Herzog, mãe de Vlado, feita pela atriz Fernanda Montenegro, endereçada ao juiz Márcio José de Moraes, o mesmo que, em 1978, ainda sob a ditadura, reconheceu o direito à indenização da família Herzog pela União.

Entre os presentes estavam o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin; o ministro Paulo Teixeira; a presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Teixeira Rocha; os ex-ministros José Carlos Dias, José Dirceu e Paulo Vannuchi; além de diversos deputados federais, estaduais e vereadores, entre eles Ivan Valente, Rui Falcão, José Genoino e Eduardo Suplicy, bem como personalidades do mundo das artes e da cultura.

Digno de destaque foi o pronunciamento da presidente do STM, que publicamente pediu desculpas e perdão pelos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar, estendendo o gesto aos familiares. Foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos, num reconhecimento emocionado ao alto valor simbólico dessa reparação pública, a primeira feita de forma oficial.

O Núcleo Memória, representado por seus diretores, educadores e assessores de comunicação, esteve especialmente convidado e presente nesse importante ato.

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