Sobre o Núcleo

Criado em 2009 por ex-presos políticos, o Núcleo de Preservação da Memória Política atua para a promoção de políticas públicas nas questões referentes à memória política e à defesa dos direitos humanos através de ações educativas nessas áreas.
MISSÃO - O Núcleo de Preservação da Memória Política tem como missão trabalhar com a memória das lutas políticas, sociais e culturais, essencialmente em relação aos danos cometidos contra pessoas e instituições. Sua tarefa fundamental consiste na análise dos fatos históricos ocorridos durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) e suas consequências, com o objetivo de fortalecer a cultura democrática, promover a Educação em Direitos Humanos e a preservação dos Lugares de Memória.

VISÃO - Consolidar-se como um espaço articulador de experiências no campo dos Direitos Humanos, Memória, Verdade e Justiça, fomentando uma rede de Lugares de Memória no Brasil.

OBJETIVOS

  1. Promover ações de preservação da memória das graves violações de Direitos Humanos ocorridas;
  2. Promover o debate em torno da recuperação de Lugares de Memória;
  3. Fomentar a articulação de uma rede de Lugares de Memória no Brasil, bem como participar de redes internacionais;
  4. Realizar eventos educativos, culturais e sociais sobre temas relacionados à resistência e à memória;
  5. Realizar palestras, cursos e rodas de conversa em espaços sociais e educativos;
  6. Promover a ética, a paz, a cidadania, os Direitos Humanos e a democracia como valores fundamentais e universais;
  7. Em conjunto com outras entidades, exigir dos poderes públicos, em particular o Estado Brasileiro, a preservação, investigação e divulgação dos arquivos existentes e a valorização dos Lugares de Memória;
  8. Promover os valores democráticos e dos Direitos Humanos na educação;
  9. Apoiar as ações de proteção e promoção dos Direitos Humanos.

HISTÓRICO
Entre os anos de 2007 e 2008, aqueles que vieram a ser fundadores do Núcleo, dentre os quais Ivan Seixas, Maurice Politi e Raphael Martinelli, atuavam como diretores do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, entidade criada em 2001 para auxiliar os militantes no pedido de reparação econômica junto ao governo estadual. Esta gestão ampliou os debates dentro da organização, promovendo a atuação no campo da memória política em diálogo com diversos setores da sociedade em todo o país (entidades similares e governos), especialmente com o Governo do Estado de São Paulo, na implantação do que viria a ser o Memorial da Resistência de São Paulo (MRSP).
A partir de fevereiro de 2009, o Núcleo de Preservação Memória Política atuou como Comissão de Trabalho do Fórum. Em 25 de junho de 2009 é convertido em organização independente. Os membros fundadores, em sua maioria, eram ex-militantes de organizações e partidos que lutaram contra a ditadura civil-militar que se uniram com outros defensores dos Direitos Humanos na perspectiva de promover atividades de educação, cultura e memória política sob o ponto de vista dos protagonistas da resistência.
A origem do Núcleo de Preservação da Memória Política é , portanto, intimamente ligada ao Fórum dos Ex Presos e Perseguidos Políticos e ao Memorial da Resistência de São Paulo. Do primeiro, herdou o caráter coletivo dos ex- presos políticos que compartilham suas militâncias, dores, memórias e lutas. O outro expressa a conquista de um espaço público para o diálogo com a juventude e a possibilidade de compartilhar as memórias da resistência à ditadura civil-militar As ações do Núcleo Memória se voltam para a denúncia das ações do governo de exceção, a ditadura civil-militar, que cometeu violências de todos os tipos, suas consequências e continuidades no presente e, para propagar a memória e a história das lutas dos militantes políticos. Para o grupo que fundou o NM e os seus atuais membros é urgente lembrar, contar, debater, atuando junto as novas gerações e propagando o Nunca Mais.
O Núcleo Memória é membro da Coalisão Internacional de Sítios de Consciência (ICHS) , da Rede Latino-americana e Caribenha de Lugares de Memória (RESLAC), da Rede Latino Americana para a Justiça de Transição (Rede LAJT) e do Centro de Referências Memórias Reveladas cuja gestão é do Arquivo Nacional.

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