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NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   Curso Lugares e Memória e Direitos Humanos no Brasil 2025 - Aula 2

No dia 1º de novembro, o diretor-executivo do Núcleo Memória, Maurice Politi, ministrou a aula “Estruturação e operação do aparato repressivo”, no Arquivo Histórico Municipal de São Paulo (AHM). A atividade integrou segunda parte do primeiro dia do curso “Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil”, que acontece aos sábados com apoio do Instituto Galo da Manhã.

Politi explicou como o regime militar brasileiro estruturou uma rede de repressão baseada nas doutrinas de segurança nacional, formuladas durante as guerras mundiais e adaptadas à realidade do país pela Escola Superior de Guerra (ESG), chefiada por Castello Branco, futuro ditador. A instituição difundiu a lógica de “combate ao comunismo” e preparou as bases ideológicas para o golpe de 1964.

Durante a aula, o professor também destacou o papel do Sistema Nacional de Informações (SNI), responsável por uma rede de espionagem e propaganda que atuava dentro e fora do país, além de instituições como o IPES e o IBAD, que financiaram campanhas contra o governo João Goulart.

Entre 1964 e 1969, o regime editou 17 Atos Institucionais e 104 atos complementares, que ampliaram a censura e institucionalizaram a tortura. Os DOI-CODIs , centros de informações e repressão,  espalharam-se pelo Brasil, aplicando métodos violentos para obter informações de presos políticos. “Ninguém deve ser torturado, porque essa não é uma maneira de se fazer justiça”, afirmou Politi.

O DOI-CODI de São Paulo, comandado por Sérgio Fleury e Carlos Brilhante Ustra, foi o mais letal do país. Hoje, o prédio pertence à Secretaria de Segurança Pública e recebe visitas mensais por meio do Programa de Visitas Mediadas ao antigo DOI-Codi, promovido pelo Núcleo Memória.


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