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NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   Curso Lugares de memória e Direitos Humanos no Brasil 2025 - Aula 4

Na última aula do segundo dia do curso “Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil”, o penalista internacional Prof. Dr. Flávio Bastos tratou da importância do direito à memória coletiva a partir da compreensão de atos repressivos e violentos ao longo da história.

Os conceitos de “memória coletiva” e “lugar de memória” são apresentados pelos franceses Maurice Halbwachs e Pierre Nora, com a ideia de que a percepção da memória é construída no social e, por isso, a permanência dos símbolos desse passado se fortalece quando os acontecimentos são esquecidos.

Os lugares de memória são compreendidos desde memoriais e datas comemorativas até museus, arquivos, rituais ou obras literárias que trabalhem a temática dessa memória histórica. “A memória não tem lado”, afirma o professor de Direito.

Com uma carreira construída ao redor do mundo, Bastos destaca alguns objetos intitulados patrimônio da humanidade que, se destruídos, fariam com que parte da História fosse esquecida. Entre eles estão campos de concentração e extermínio na Alemanha e na Itália, onde houve o genocídio de milhares de minorias; pedreiras com escadas longínquas das quais escravizados eram arremessados; a Árvore do Esquecimento, em Benin, e a Porta do Não Retorno, no Senegal, símbolos que separavam a liberdade da escravidão; a Arca do Retorno, na sede da ONU, nos Estados Unidos; o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, no Chile; e os destroços das bombas de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

Bastos reforça que é impossível desvincular o passado do presente, além do fato de que o tempo material, representado por essas memórias, constitui objeto de estudo essencial para compreender o futuro.


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