No sábado, 15, foi apresentado o trabalho e a importância dos arquivos como lugares de memória. O Prof. Dr. Jean Camoleze e o educador do Arquivo Histórico Municipal, Mario Rezende, ministraram a quinta aula do curso, expondo conceitos e relações entre documentos e a História.
Camoleze é integrante do programa Pró-Memórias e atua no arquivo do MST (Movimento dos Sem Terra). Ele destaca que a importância dos arquivos revela a necessidade de registrar a atividade humana e de servir como alicerce para compreender um contexto geracional. “O arquivo pode ser uma referência para a gente refletir sobre a nossa raiz”, afirma.
Também foi feita a diferenciação entre arquivo, documento e biblioteca. Um documento é toda informação guardada em algum suporte, como papel ou computador. Já a biblioteca armazena qualquer tipo de documento, enquanto o arquivo seleciona documentos que pertencem a um contexto específico. Por exemplo, o arquivo do MST guarda documentos relacionados à história do movimento e à luta pela reforma agrária.
Requalificado pelo Departamento da Secretaria Municipal de Cultura desde 2012, o Arquivo Histórico Municipal guarda todos os processos relacionados à administração pública da cidade de São Paulo. Rezende destaca que um dos maiores desafios do Arquivo é romper com o imaginário de um arquivo como algo particular, reforçando a ideia de um espaço público. Nesse sentido, ele valoriza as visitas guiadas.
Além disso, o educador explica como os arquivos também refletem a sociedade: “Quando há uma lacuna sobre a representação de determinado assunto, mostra como, no nosso caso, a administração pública está organicamente tratando aquele assunto”.