Neste mês de outubro, a Rebralum - Rede Brasileira de Lugares de Memória - se reuniu duas vezes para discutir duas importantes conquistas: a sua formalização e comunicação.
No dia 06 de outubro, realizou virtualmente Assembleia com a finalidade de constituir associação de direito privado, sem fins lucrativos, e deliberar sobre a aprovação do Estatuto Social e a eleição dos membros da Secretaria Executiva. No dia 13, para aprovação do site. Desde o início do ano as reuniões têm sido sistemáticas e estamos chegando na reta final.
Essas ações acontecem no âmbito do projeto “Preservação da memória política nos 60 anos do golpe: conhecer o passado; entender o presente; construir o futuro”, que tem como uma de suas metas o Fortalecimento Institucional da Rebralum, que consiste na formalização da Rede e na sua comunicação, com a criação de identidade visual, redes sociais e site, que contará com uma plataforma o informações sobre lugares de memória similares.
O projeto, apresentado pelo Núcleo Memória, foi contemplado com emenda parlamentar da Deputada Federal Juliana Cardoso. A emenda (nº 44020016) foi celebrada por meio do Termo de Fomento nº 973112/2024 - Processo Administrativo nº 00135.210915/2024, com a Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Núcleo de Preservação da Memória Política.
Criada em 2019 por um grupo de entidades e instituições de várias regiões do país que trabalham com lugares de memória (institucionalizadas ou não), a Rede Brasileira de Lugares de Memória (REBRALUM) tem como missão promover os valores e princípios democráticos mediante a recuperação, valorização, construção e difusão das memórias coletivas sobre violações aos Direitos Humanos e resistências ocorridas ao longo da história do país, assim como desenvolve ações na busca por Verdade, Justiça e Reparação, fomentando a cultura da não-repetição.
A visão da Rebralum consiste em consolidar uma rede de organizações cujas ações contribuam com o resgate da Memória e da Verdade, estabelecendo os parâmetros da Justiça como resposta à impunidade do passado e do presente, visando à construção de uma sociedade democrática plena. A rede abarca não só os espaços que já estão institucionalizados e reconhecidos oficialmente como lugares de memória, mas também os lugares onde entidades da sociedade civil já, há muito tempo, organizam atos e ações em prol da sua conversão e reconhecimento como museus e memoriais.
Atualmente, são membros da Rebralum o Acervo Bajubá (SP), Associação Ilê da Oxum Apara (RJ), Casa do Povo (SP), Casa Frei Tito de Alencar (CE), Casa Sueli Carneiro (SP), Comissão Municipal da Verdade da cidade de Petrópolis - Movimento para o tombamento da “Casa da Morte” (RJ), Comitê Popular de Santos Memória, Verdade e Justiça (SP), Lume – Lugar de Memória (PR), Memorial da Democracia da Paraíba (PB), Memorial da Resistência de São Paulo (SP), Memorial dos Direitos Humanos (MG), Movimento Ocupa DOPS - Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça e Reparação (RJ), Museu da Imigração (SP), Museu da Pessoa (SP), Museu do Trabalho e Dos Direitos Humanos/ CEMESF (RJ) e Núcleo de Preservação da Memória Política (SP).
Com o cadastro de lugares de memória similares na plataforma do site, também em vias de finalização, e uma das etapas deste projeto, esperamos em breve ampliar nossa rede de membros.