O Núcleo de Preservação da Memória Política realizou, no sábado, 7 de fevereiro, mais uma atividade do Programa de Visitas Mediadas ao antigo DOI-Codi/SP. Esta foi uma visita muito especial, pois, junto ao público presente, estava um personagem muito querido e combativo no campo dos Direitos Humanos: Frei Betto.
Como de praxe, a visita contou com a apresentação do espaço realizada pela Ação Educativa do Núcleo Memória, que foi composta pelo diretor executivo e ex-preso político, Maurice Politi, o historiador e educador César Novelli Rodrigues, a assistente administrativa Viviane Candido, o assessor de comunicação Othon Barros e o voluntário Danilo Zelic.
Após uma exposição sobre a fundação e as atividades desempenhadas pela entidade, e uma contextualização histórica sobre a Operação Bandeirante e o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna do II Exército (DOI-Codi/SP), a palavra foi passada a Frei Betto. Ele destacou que essa foi a primeira vez que visitava o local, o que considerava uma dívida. Foi neste lugar que seu amigo Frei Tito foi barbaramente torturado, nunca se recuperando dos dias de martírio. Por causa da tortura psicológica que permaneceu consigo, fruto das violações cometidas, tirou a própria vida no dia 10 de agosto de 1974, em Lyon, na França. Frei Tito é considerado uma das vítimas da ditadura militar.
Após sua fala, Frei Betto acompanhou o grupo, composto por outras 13 pessoas, nas dependências do prédio que o Núcleo Memória percorre, apresentando algumas das salas de tortura e assassinatos do complexo do antigo DOI-Codi/SP. Após essa apresentação, o grupo se reuniu para a finalização da atividade.
A próxima visita mediada está agendada para o dia 18 de março, e as inscrições são liberadas 15 dias antes por meio do formulário disponibilizado no perfil do Núcleo Memória no Instagram (@nucleomemoria).
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