Crédito: Grabois/Divulgação
O Centro de Documentação e Memória (CDM), vinculado à Fundação Maurício Grabois, promoveu em março uma reunião com Maurice Politi, diretor executivo do Núcleo Memória. O encontro teve como foco o debate e a construção de parcerias em torno de temas como direitos humanos, memória política, cidadania e os princípios da justiça de transição.
Também participaram da reunião o diretor da fundação, Leocir Costa Rosa, além do jornalista Claudio Gonzales e do historiador Felipe Spadari da Silva, integrantes da equipe do CDM. Durante a conversa, foram discutidas possibilidades de cooperação técnica, intercâmbio de acervos e a realização de atividades educativas conjuntas.
A proposta das instituições é fortalecer a integração entre a preservação da memória política e a promoção dos direitos humanos, tendo a justiça de transição como referência para a formação cidadã. A articulação reforça o compromisso compartilhado entre o CDM e o Núcleo Memória com a consolidação de uma cultura democrática, baseada no respeito aos direitos fundamentais e no reconhecimento da memória como instrumento de transformação social.
Desde 2009, o Núcleo Memória é dirigido por Politi, que também participou do Fórum de ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo. A entidade atua na preservação da memória política e desenvolve iniciativas em espaços simbólicos da capital paulista, como o DOI-Codi, o Memorial da Resistência e o Memorial da Luta pela Justiça.
Segundo Leocir Costa Rosa, o diálogo faz parte do processo de reestruturação do CDM, que busca ampliar sua interlocução com diferentes setores da sociedade. Ele destaca que o centro é um projeto estratégico da fundação, criado para preservar o patrimônio histórico do Partido Comunista do Brasil, e que atualmente passa por um momento de revitalização.
O acervo do CDM reúne milhares de fotografias, documentos e materiais audiovisuais, além de centenas de periódicos e cartazes. Parte desse conteúdo já está disponível online, especialmente na seção de periódicos do portal Grabois, que inclui edições digitalizadas de publicações históricas como A Classe Operária, Tribuna Popular, A Nação, Imprensa Popular, Movimento e Princípios.
Já na seção de documentos, estão reunidos registros da trajetória do PCdoB ao longo de seus mais de cem anos, incluindo manifestos, resoluções partidárias e posicionamentos políticos diante de acontecimentos nacionais.
A consulta presencial ao acervo físico pode ser realizada na sede localizada na Rua Rego Freitas, 192, sobreloja, no bairro da República, em São Paulo. Nesse espaço estão disponíveis itens que não foram digitalizados, como cartazes, documentos originais, fotografias e peças do acervo museológico. O atendimento pode ser agendado pelo e-mail cdm@grabois.org.br.