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NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   Núcleo Memória realiza Formação de Educadores e Roda de Conversa em Santos

No último sábado do mês de março, o Núcleo Memória realizou duas atividades no âmbito da exposição Ausências Brasil, em cartaz no Instituto Histórico e Geográfico de Santos: a Oficina de Formação de Educadores e a Roda de Conversa. Ao todo, compareceram 21 pessoas.

A primeira atividade foi a Oficina de Formação de Educadores, mediada pelos educadores da exposição, Guilherme Cont e César Novelli Rodrigues. A ação teve início com uma breve apresentação dos trabalhos da entidade e do contexto que levou o fotógrafo Gustavo Germano a realizar a mostra. Em seguida, Guilherme conduziu a visita mediada à exposição, apresentando alguns dos pares de fotografias e os personagens que as compõem. Explicou o conceito de desaparecimento forçado e a presença da ausência na vida de familiares e amigos daqueles que foram assassinados pela ditadura militar.

Boa parte do público era formada por educadores, que manifestaram diversas opiniões e impressões, tanto sobre as fotografias da exposição quanto sobre as complexidades de se trabalhar com o tema em sala de aula. Na última sala da mostra, foram apresentados alguns materiais em exibição e consulta, relacionados à história da ditadura na cidade de Santos. A oficina foi finalizada com o grupo manifestando opiniões sobre a atividade, que durou uma hora e quarenta e cinco minutos.

Em seguida, boa parte do grupo permaneceu para acompanhar a Roda de Conversa, mediada pelo educador César, e que contou com a presença da jornalista, professora, escritora e advogada Lidia Maria de Melo, e do advogado e vice-prefeito de Santos entre 1984 e 1988, Esmeraldo Tarquínio Neto. Em sua fala, Lidia, filha do ex-preso político Iradil Santos Melo, relatou o quanto a cidade de Santos foi duramente atingida pelo regime militar e compartilhou lembranças de quando visitou seu pai no navio-prisão Raul Soares. Já Esmeraldo estabeleceu relação com a fala de Lidia, principalmente ao destacar o quanto a cidade de Santos perdeu, ao longo dos anos pós-regime militar, sua veia progressista, característica até a cassação do mandato de prefeito de seu pai, Esmeraldo Tarquínio Filho, que ocorreu antes mesmo de assumir o cargo. Ele seria o primeiro prefeito negro da cidade de Santos. Após a cassação, houve ainda uma intervenção federal, em 1969, que durou até 1982.

Após comentários e perguntas do público, a atividade foi finalizada com uma breve fala de Sergio Willians, diretor do IHGS.

A exposição Ausências Brasil do fotógrafo Gustavo Germano fica em cartaz no Instituto Histórico e Geográfico de Santos até o dia 30 de abril.

Para ver alguns registros desta atividade, clique aqui.


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