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NÚCLEO MEMÓRIA

Atividades núcleo memória |   RODA DE CONVERSA NO MEMORIAL DA RESISTÊNCIA

No dia 23 de outubro, um grupo de 15 universitários norte-americanos visitou o Memorial da Resistência, em São Paulo. Os estudantes, todos participantes de um programa de intercâmbio na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), permanecem durante quatro meses na cidade, com o objetivo de aprofundar seus conhecimentos sobre as questões sociais, históricas e políticas que marcam a realidade brasileira.

Nesse contexto, a visita ao Memorial da Resistência, acompanhada por professores e orientadores do programa, constituiu uma importante oportunidade para conhecer mais de perto a história da ditadura militar no Brasil e compreender as graves consequências desse período de repressão e restrição das liberdades democráticas, que se estendeu por 21 anos, entre 1964 e 1985.

Após percorrerem os antigos espaços carcerários, em uma visita mediada pelos educadores do programa de Ação Educativa do Memorial, os estudantes se reuniram com Maurice Politi, diretor-executivo do Núcleo Memória, para uma roda de conversa.

Durante o encontro, Maurice compartilhou sua trajetória como ex-preso político, relatando experiências pessoais de militância e resistência à ditadura. Abordou também as formas de organização e atuação dos movimentos de oposição ao regime, bem como o funcionamento dos órgãos e mecanismos de repressão política utilizados naquele período.

Essa contextualização histórica, enriquecida pelo testemunho de quem viveu diretamente os acontecimentos, contribuiu para que os estudantes compreendessem melhor o clima de medo, perseguição e violência que marcou as décadas de 1960 e 1970 no Brasil. A fala de Maurice também despertou reflexões e perguntas sobre as motivações, as estratégias e as diferentes formas de resistência à ditadura.

A roda de conversa foi marcada pela participação ativa dos universitários, que levantaram questões sobre a censura nas artes, a repressão às manifestações culturais e políticas e os processos de construção de espaços de memória dedicados a esse período da história brasileira.

O encontro reafirmou a importância da transmissão da memória histórica às novas gerações, especialmente por meio do diálogo entre testemunhas do período e jovens estudantes. Ao relacionar as experiências do passado aos desafios do presente, a atividade contribuiu para ampliar a reflexão sobre os direitos humanos, a democracia e a necessidade de preservar a memória das violações cometidas pelo Estado durante a ditadura.

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