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Editorial |
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Outubro foi mais um mês marcado por fatos que merecem destaque. Entre eles, dois se impuseram pela relevância: o encontro entre Lula e Trump em Kuala Lumpur e o massacre ocorrido nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. No dia 26, à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos reuniram-se pela primeira vez presencialmente. Em um encontro de 50 minutos, discutiram as tarifas sobre exportações brasileiras e possibilidades de comércio e investimento. Segundo Lula, Trump “garantiu” que em breve um acordo comercial seria assinado, avaliando a reunião como “muito positiva”. Embora nenhum grande anúncio tenha sido feito, o encontro sinalizou possível enfraquecimento da influência da família Bolsonaro no entorno de Trump. O segundo fato foi a operação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro, que resultou em mais de 120 mortes, entre moradores, jovens, trabalhadoras(es) e policiais. A repetição de tragédias como essa expõe o fracasso do Estado em garantir o direito à vida e a persistência de um modelo de segurança pública que remonta às lógicas autoritárias da ditadura. O combate ao crime organizado é urgente, mas só será eficaz com inteligência, tecnologia e o enfrentamento das redes políticas e financeiras que o sustentam. O Núcleo Memória emitiu no dia 30 uma nota de repúdio às graves violações de direitos humanos ocorridas durante a operação e defendeu uma investigação independente, com responsabilização exemplar dos agentes do Estado envolvidos. Reafirmamos que não há democracia quando a vida é banalizada e o Estado de Direito é violado. Outubro também trouxe dois momentos importantes na luta por Memória, Verdade, Justiça e Reparação, que norteia o Núcleo Memória desde sua fundação, em 2009. No dia 8, a entrega de certidões de óbito retificadas a mais de cem militantes da resistência à ditadura marcou o reconhecimento oficial do caráter político de suas mortes. A cerimônia, na Faculdade de Direito da USP, foi presidida pela Ministra de Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, e pela Dra. Eugênia Gonzaga, presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. No dia 25, a Catedral da Sé recebeu um ato inter-religioso em homenagem aos 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de diversas autoridades. O pedido inédito de perdão às vítimas da ditadura, feito pela presidente do Superior Tribunal Militar, Dra. Elizabeth Rocha, foi um gesto histórico que rompeu um silêncio de meio século. Desejamos a todos uma boa leitura e agradecemos a tod@s pelo apoio às nossas atividades educativas e culturais! |
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