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Editorial |
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Enquanto estávamos todos ainda festejando a entrada em um novo ano, o mundo foi surpreendido, na madrugada do dia 3 de janeiro, com o violento ataque militar desfechado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, com o sequestro de seu presidente, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. As autoridades venezuelanas, que acusaram os EUA de buscar o domínio de recursos estratégicos como petróleo e minerais, também deram a conhecer a feroz resistência oferecida pelos venezuelanos a esse ataque surpresa, que resultou na morte de mais de 50 pessoas, a maioria membros da guarda presidencial. A reação mundial a esse ato dos Estados Unidos, que violou todos os princípios do Direito Internacional, foi praticamente unânime. Ao classificar o episódio como uma grave violação da soberania nacional e uma intervenção direta na condução de um país, o mundo, e principalmente a América Latina, lembrou as distintas ações imperialistas que, levadas a efeito durante o século XX, deram origem a várias guerras e golpes de Estado. Esse episódio, que chocou o mundo, ainda precisa ser analisado em toda a sua extensão e significado, e será necessário acompanhar seus desdobramentos. Mas definitivamente serve de alerta para os demais países do mundo que, sujeitos aos desvarios de uma nova geopolítica mundial, poderiam ser os próximos alvos dos EUA. A outra nota digna de menção neste editorial se relaciona com o terceiro aniversário da tentativa frustrada de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Eventos em defesa da democracia e contra a anistia aos golpistas foram realizados em todo o país e, especialmente, na capital, Brasília, quando o presidente Lula assinou o veto ao PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso em 18 de dezembro. É bom lembrar que, até o final do mês passado, mais de 2 mil pessoas foram investigadas por envolvimento nesses ataques golpistas, sendo que 371 foram efetivamente condenadas. Dos condenados à prisão, 71 pessoas já estão na cadeia, enquanto outras 30 aguardam o fim do julgamento, incluindo todas as chances de recurso. Dessa maneira, apesar das ações nefastas do Congresso nos últimos meses, que tentam “salvar” Bolsonaro da prisão, pudemos ver, em dezembro, várias mobilizações de entidades da sociedade civil organizada, clamando contra a impunidade e denunciando ações da extrema direita, incluindo seu apoio à invasão da Venezuela, que buscam inverter o curso da História. Nesse sentido, nós, do Núcleo Memória, começamos este novo ano animados, na trincheira da defesa dos Direitos Humanos, dos valores democráticos e conduzindo nossas ações educativas e culturais com o objetivo de estimular o exercício de uma cidadania plena. À medida que os meses transcorrerem, anunciaremos novas atividades, mas não queríamos fechar o ano de 2025 sem agradecer o apoio de cada um de nossos mais de 10.000 seguidores e dos amigos do Núcleo Memória que nos ajudam a sustentar nossas ações. Uma vez que dezembro foi um mês curto, queremos aproveitar este boletim para relembrar, por meio de uma pequena retrospectiva, as principais atividades levadas a efeito no ano que passou. Boa leitura! |
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