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Desta vez, quem fala é nosso amigo, companheiro e fundador do Núcleo Memória, Ivan Seixas.
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Editorial
A decisão tomada pelo governo norte-americano, no último dia 15, impondo arbitrariamente tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, colocou novamente em tensão as relações diplomáticas bilaterais entre os dois países. Se isso não fosse suficiente, as declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, criticando o presidente Lula, e a presença do presidente argentino, Javier Milei, no Brasil, ofendendo as autoridades tanto do Executivo quanto do Judiciário, provocaram uma firme reação do governo brasileiro, evidenciando que a política externa se tornou parte integrante da próxima disputa presidencial.
Em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo reafirmou que poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e rejeitou as medidas unilaterais, que considerou totalmente injustificadas. Por outro lado, a escalada de tensões entre Brasil e Argentina chegou ao ponto mais baixo em mais de 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países, e a reação brasileira foi, até o momento, a de adotar apenas medidas no campo diplomático para manifestar o desagrado diante da interferência aberta no processo eleitoral.
Permanecendo no viés político, o que se viu de mais importante no mês foi o avanço das convenções nacionais dos partidos, elegendo seus candidatos à Presidência da República e aos demais cargos do Legislativo. As decisões tomadas pelos partidos mostram que o cenário eleitoral permanece fragmentado e a perspectiva é de uma disputa cada vez mais centralizada nas estratégias de possíveis alianças que possam dar margem a candidaturas mais robustas no campo da oposição.
Em relação à conjuntura econômica brasileira, destacou-se, em julho, uma baixa sensível na prévia do índice inflacionário: de 0,41%, obtido em junho, para 0,06%, em julho. Com isso, o índice acumula uma alta de 4,52% nos últimos 12 meses, apenas 0,02% acima da meta prevista. Na questão do desemprego, foi divulgado neste mês um recuo da taxa para 5,4% no trimestre, representando o menor índice da série histórica, com uma população desocupada de 5,9 milhões de pessoas e um recorde de 103,1 milhões de trabalhadores ocupados.
Durante o mês de julho, como notarão neste boletim mensal, a equipe do Núcleo Memória continuou participando de diversas atividades externas e concluiu o curso “Direitos Humanos: Memória, Luta e Cidadania”. Também demos continuidade às visitas mediadas ao antigo DOI-Codi/SP e ao Sábado Resistente, realizado em parceria com o Memorial da Resistência.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer o apoio daqueles que responderam ao nosso apelo e contribuíram, neste mês, com doações significativas, que nos alentam e nos dão ainda mais ânimo para seguir com nosso trabalho.
Boa leitura!
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