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Editorial
Com a disputa eleitoral de outubro se aproximando, observamos, neste mês, uma consolidação das pesquisas favoráveis ao atual presidente, enquanto a oposição vem perdendo parte de seu ímpeto inicial e enfrenta o desafio de administrar suas disputas internas de liderança.
A declaração pública do presidente Trump, descrevendo o ambiente político no Brasil como conturbado, colocou mais “lenha na fogueira” das eleições que se aproximam. Em resposta, o presidente Lula afirmou que as eleições no Brasil são um assunto exclusivo dos brasileiros. Esse episódio gerou mais um motivo de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países, e novos desdobramentos são esperados, principalmente após os Estados Unidos classificarem organizações milicianas brasileiras como terroristas e anunciarem sanções contra duas pessoas e três empresas por supostas ligações com o PCC.
Na área econômica, a conjuntura foi marcada pela persistência da inflação acima do teto da meta, pela manutenção dos juros em patamares elevados e pelas pressões do cenário externo decorrentes dos desdobramentos da guerra no Irã, que impactaram o ambiente econômico.
Entretanto, mesmo com os juros elevados, a economia tem evitado uma recessão em razão da solidez do mercado de trabalho e do bom desempenho das exportações. A taxa de desemprego divulgada para o segundo trimestre foi de 5,6%, a menor para o período, de acordo com o IBGE. Já a renda média mensal registrou alta de 11% em relação a 2025.
No campo dos Direitos Humanos, o mês foi marcado pela implementação de diversas políticas públicas voltadas ao apoio de populações mais vulneráveis e de grupos afetados por dificuldades econômicas específicas. Em nosso campo de atuação, destacaram-se iniciativas promovidas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, entre elas a entrega de dezenas de novas certidões de óbito a vítimas da ditadura militar, reconhecida como medida de reparação.
Por fim, no que se refere ao nosso trabalho, apesar de atravessarmos um período delicado do ponto de vista financeiro, que nos obriga a realizar uma reestruturação interna, seguimos desenvolvendo nossas atividades e projetos. Em junho, iniciamos os encontros com os coletivos participantes do projeto “Círculos de Cultura” e demos continuidade às visitas mediadas ao antigo DOI-Codi/SP e aos Sábados Resistentes.
Boa leitura!
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