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Editorial
No mês de agosto, começaram oficialmente os primeiros debates e sabatinas dos candidatos à Presidência que disputarão a próxima eleição no mês de outubro. Revelando uma disputa polarizada e com poucas margens de diferença, os institutos de pesquisa apontaram, durante o mês, pequenas diferenças percentuais entre os dois principais candidatos, aguardando-se para o mês de setembro, quando se iniciarão os comícios e a propaganda oficial pela televisão, uma percepção mais aguçada e maiores definições por parte do eleitorado.
Do lado do governo, notou-se, neste mês, uma preocupação em destravar pautas de forte apelo público, como mudanças na jornada de trabalho, segurança pública, tributação de importações de pequeno valor e medidas ligadas a combustíveis e minerais estratégicos. Essas iniciativas combinaram propostas concretas a uma governabilidade que se havia visto afetada em meses recentes.
No campo da oposição, apesar das divergências aparentes, é alentada a busca por uma unidade, parecendo ser esta estratégia de união entre os diversos partidos o vetor que conduziria a uma possível vitória, calcando-se nos recentes modelos de eleições no Chile, Colômbia e Peru, onde as influências externas, notadamente do governo Trump, e a expansão de notícias falsas conduziram a mudanças significativas nestes países.
Na economia, os principais sinais positivos registrados no fim do trimestre, até julho, vieram da desaceleração da inflação e da queda do desemprego.
O índice de inflação de julho avançou apenas 0,07%, acumulando 4,44% em 12 meses, colocando-se, portanto, dentro da meta fixada, enquanto a prévia de agosto indicou um declínio de -0,46% em relação ao mês anterior, o que certamente, se confirmado, reduzirá ainda mais o índice dos últimos 12 meses.
Na questão da empregabilidade, ao final de julho, registrou-se uma população empregada de 103,3 milhões, sendo que o desemprego atingiu 5,3% (caindo de 5,8% no trimestre anterior). Esse foi o menor nível de desemprego registrado desde o início da série histórica, em 2012.
Nos aspectos relacionados ao nosso trabalho, várias foram as atividades conduzidas pela equipe durante o mês de agosto, destacando-se três visitas ao ex-DOI-Codi e uma edição do Sábado Resistente em conjunto com o Memorial da Resistência, além de várias reuniões para a discussão de futuros projetos.
A boa notícia recebida no fim do mês foi a aprovação, pelo Ministério da Cultura, do nosso plano de atividades para 2027, o que permitirá a busca de recursos que possam se beneficiar da isenção fiscal permitida pela Lei Rouanet.
No próximo boletim, daremos a conhecer os detalhes desta nova possibilidade de apoio, esperando, assim, angariar mais amig@s e apoiador@s.
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