Sábados Resistentes

As atividades dos Sábados Resistentes se iniciaram ainda em maio de 2008, no auditório do Memorial da Resistência de São Paulo, com o debate “O ano de 1968 e a herança deixada”. O seu objetivo principal é promover o debate sobre as histórias e memórias do período da ditadura civil-militar, bem como sobre os movimentos resistentes relacionando-os com as lutas do tempo presente, por direitos humanos, memória, verdade e justiça.
O Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo deu início à realização dos Sábados Resistentes e paulatinamente, a partir de 2009, o Núcleo Memória assumiu sua gestão compartilhada com o Memorial da Resistencia, onde o Núcleo entra com organização e programação e o MRSP com a estrutura física
Nos primeiros nove anos do projeto, foram realizados 121 Sábados Resistentes. A média de público nos últimos anos tem sido de cerca de 80 pessoas presentes a cada uma das atividades.

O Sábado Resistente tornou-se, ao longo do tempo, espaço aberto à educação, cultura e ao debate político, tendo-se procedido à variada gama de debates. Os temas de discussão são expostos por intelectuais, militantes políticos, profissionais de universidades, de entidades sociais e públicas. São trazidas para este espaço como convidados representantes de diferentes movimentos sociais e entidades de direitos humanos com a perspectiva de fomentar o debate intergeracional.
Além das palestras, mesas de conversa e debates, os Sábados Resistentes são também palco para o lançamento de livros sobre temas ligados à resistência. Também abre espaço para a realização anual de uma feira de livros, que recebe a visita de mais de 400 pessoas. Também outras manifestações culturais foram contempladas na programação dos Sábados Resistentes, como a projeção de filmes, leituras de peças teatrais e apresentações de grupos musicais.

Nesta parceria duradoura, o Núcleo Memória e o Memorial da Resistencia de São Paulo tornam-se  referência no Brasil e na América Latina na realização de um projeto cultural consolidado com importante contribuição para a educação em Direitos Humanos.
Este projeto, replicado em outas entidades similares pelo Brasil, mostra a força do casamento entre a sociedade civil, que reivindica e se apropria do espaço público , e a instituição pública que se abre para o trabalho compartilhado com a memória política da ditadura civil-militar 

 

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