O que torna o filme Marighella tão atual e urgente no Brasil de 2021?

13/05/2021

Parece incrível, mas o filme de Wagner Moura, que estreou há mais de dois anos no Festival de Berlim e seria lançado no Brasil em novembro de 2019 - não fosse um imbróglio com a Ancine, revelado em meados daquele ano -, está mais forte, pungente, inspirador e necessário hoje do que antes da pandemia.

Cartaz do filme Marighella, dirigido por Wagner Moura Imagem: Divulgação

No início desta semana, sites e jornais voltaram a tratar da cinebiografia do baiano Carlos Marighella, chefe da Ação Libertadora Nacional, a ALN, uma das mais importantes organizações de resistência à ditadura militar no Brasil. O motivo não guarda relação com Ancine, censura ou Bolsonaro. Exibido na plataforma de streaming de uma rede de cinema dos Estados Unidos, onde entrou em circuito comercial no início do mês, o longa foi copiado sem autorização e disponibilizado para download, via Torrent e pastas do Google Drive, de modo que diversos links de acesso correram os grupos de WhatsApp nos últimos dias. Os produtores chegaram a se reunir para discutir se mudariam a data de estreia por aqui. Optaram por mantê-la em novembro. Uma pena.

Marighella, inspirado no livro Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo, do jornalista-escritor Mário Magalhães, deveria ser visto logo, muito antes de novembro. Hoje mesmo, se fosse possível. Do conteúdo à estética, das porradas em sentido literal às porradas em sentido figurado, tudo parece urgente no filme de Wagner Moura. Sobretudo a linha tênue que separa utopia e esperança.

Nesta coluna, vou tratar de alguns temas especialmente contemporâneos que o filme nos traz. Garanto que o spoiler que virá a seguir é sutil e não comprometerá a experiência de assistir ao filme. Aos leitores com histórico de intolerância ou rejeição a teasers e resenhas, recomendo cautela. Àqueles que acham que o país atravessa uma fase alvissareira, pujante, de excepcional desenvolvimento, que o Governo Federal está no rumo certo, que o ex-capitão é o melhor presidente que o Brasil já teve e cloroquina é bálsamo milagroso contra a Covid-19, sugiro encerrar a leitura por aqui - e, ainda nesta semana, procurar um psiquiatra ou um terapeuta.

Ação, reação, inação — Um primeiro sintoma da atualidade colossal do filme de Wagner Moura é o olhar voltado para o rescaldo do golpe de 1964, quatro anos após sua consumação. No vídeo, Marighella (Seu Jorge) e Branco (Luiz Carlos Vasconcelos), personagem inspirado em Joaquim Câmara Ferreira, o Velho, defendem a opção pela luta armada, enquanto Jorge (Herson Capri), dono de um jornal e membro do Partido Comunista, diz que não é hora, porque a oposição ainda não estaria pronta para radicalizar. Você está perguntando a mim por que eu estou reagindo. Pergunte a você por que vocês não fizeram nada (para impedir o golpe em 1964), Marighella propõe. Nós fizemos o que era prudente naquele momento, Jorge rebate. Marighella sobe o tom para apontar o que considera leniência e inação. Nós não fizemos nada, Jorge! Nos acovardamos enquanto prendiam e matavam tudo quanto era companheiro nosso. O Brasil ainda não reúne as condições necessárias para o radicalismo que vocês estão propondo, ele ouve, em resposta. Marighella encara o amigo, olho no olho: Trabalhadores explorados e assassinados, crianças escravizadas em latifúndios, grevistas massacrados pela polícia, mulheres violentadas nas prisões, companheiros torturados até a morte, imprensa amordaçada, presidente eleito democraticamente pelo povo expulso do país por uma corja de fascistas... está bom de condições ou vocês querem ouvir mais?.

No Brasil de 2016, uma corja de fascistas de verde e amarelo não faria exatamente a mesma coisa? Não expulsou do Planalto uma presidente eleita democraticamente pelo povo? E quem reagiu? Como? Nós não fizemos nada, Jorge, o filme parece nos lembrar.

Doutrinação - Carlinhos Marighella, o filho adolescente que migra para a Bahia com a mãe e não recebe visita do pai desde 1964 em razão da atividade clandestina, frequenta uma escola pública e ouve os colegas elogiarem a revolução. Na sala de aula, depois de se perfilar no pátio e cantar o Hino Nacional, um professor discursa: Essa revolução salvou o país do comunismo e deve ser comemorada por todos os patriotas no dia 31 de março. É obrigação de cada um de nós vigiar, estar atento. Esse é um país que vai pra frente. Ame ou deixe-o. Carlinhos, com 14 ou 15 anos, corrige o professor ao escutar pela segunda vez a palavra revolução. Golpe, ele diz. Perdão?, o professor interpela. Não foi uma revolução, foi um golpe. Carlinhos sofrerá as consequências por se manifestar, começando pelo bullying dos amigos governistas.

E hoje? Num momento em que o revisionismo progrediu para o negacionismo e toda truculência da ditadura militar tem sido paulatinamente apagada, como não banalizar a dor e a violência, o genocídio e a morte? Como confrontar a tese aparvalhada de que a tortura não existiu ou de que a repressão só se dirigiu contra os que praticaram ataques terroristas e crimes de sangue? Quantos podem repetir, sem sucumbir diante do assédio histriônico dos governistas aloprados, que foi golpe em 1964, e também em 2016, em 2018, e está sendo novamente golpe em 2021?

A necessidade de se fazer ouvir - Nós estamos perdendo esta guerra porque tudo que nós estamos fazendo não está chegando nas pessoas. Essa constatação de Marighella é real e miseravelmente contemporânea. Em 1968 ou 1969, as ações de resistência praticadas pela ALN e os muitos manifestos de repúdio à ditadura, elaborados não somente por revolucionários e presos políticos, mas também por intelectuais e trabalhadores, permaneciam nas sombras, sempre escondidos, porque havia censura e porque nunca interessou aos donos das rádios e dos jornais jogar luz sobre as violações de direitos e os abusos praticados pelo regime. Hoje, muitos pregam no deserto - porque é exatamente esta a sensação -, enquanto o colapso em que o Brasil se encontra é vergonhosamente disfarçado, suavizado, maquiado por parte significativa dos meios de comunicação e por parte de uma casta que não se informa por outro meio que não por grupos de WhatsApp, quase sempre chafurdando em notícias falsas e desinformação.

Adesão popular - E quantos somos? Um em cada quatro eleitores aprova o atual governo e quer reeleger Bolsonaro no ano que vem, segundo o DataFolha. Um em cada dois é contra o impeachment. Segundo o Ibope Inteligência, 72% da população confiava nas Forças Armadas no final no ano passado, 65% nos bancos e 61% nos meios de comunicação (é mole?). A cada cinco pessoas mortas por policiais, quatro são negras - como a vereadora Marielle Franco, morta por milicianos com suposta ligação com a família presidencial, quase todos os 28 mortos na chacina de Jacarezinho, no início de maio, e também Marighella, o inimigo público número 1, fuzilado por policiais em 1969.

Vivemos num sistema repressivo, regressivo, autoritário, que amplia desigualdades, condena milhões à fome e à miséria, esculhamba com o meio ambiente e, neste momento, ultrapassa as 420 mil mortes decorrentes de uma doença para qual existe vacina - recusada diversas vezes pela Presidência da República em dezembro do ano passado. E quem está disposto a protestar? Quem está disposto a marchar contra o desmando, a necropolítica e a violência de Estado? Nós vamos vencer; você tem que acreditar nisso, diz Marighella a um frade dominicano, mais confiante em Deus do que na razão dos homens, numa cena do filme. Deu certo em Cuba, deu certo no Vietnã, vai dar certo aqui também, ratifica o Velho. Mas em Cuba e no Vietnã, eles tiveram apoio do povo, o frade responde, desconfiado. Afinal, como conquistar o apoio do povo?

Vamos à luta - Por fim, Marighella tem uma trilha sonora à altura da função social que o filme desempenha no Brasil de 2021. Chico Science dá seu recado logo nas primeiras cenas: Modernizar o passado é uma evolução musical, diz o cantor pernambucano, morto em 1997, na letra de Monólogo ao pé do ouvido. O homem coletivo sente a necessidade de lutar, São demônios os que destroem o poder bravio da humanidade. Os Racionais MCs também estão lá com a oportuna Mil faces de um homem leal. Sem justiça não há paz, é escravidão, cantam. A certa altura, é a voz de Gonzaguinha que ecoa na tela, quase à capela. Memória de um tempo onde lutar por seu direito é um defeito que mata, arrisca o compositor do morro de São Carlos em Pequena memória para um tempo sem memória.

São tantas lutas inglórias
São histórias que a história
Qualquer dia contará
De obscuros personagens
As passagens, as coragens.
São sementes espalhadas nesse chão.
De Juvenais e de Raimundos
Tantos Júlios de Santana
Nessa crença num enorme coração
Dos humilhados e ofendidos
Explorados e oprimidos
Que tentaram encontrar a solução.
São cruzes sem nomes,
Sem corpos, sem datas.
Memória de um tempo
Onde lutar por seu direito
É um defeito que mata.


Veja outros textos

Veja mais

Parlamento do Mercosul condena Bolsonaro por apoio às ditaduras na região


Rua em São Paulo troca nome de torturador por nome de torturado


O pior negacionismo


Pesquisa revela como a necropolítica e a pandemia afetam as favelas do Rio


Anistia Internacional Brasil aponta perda de direitos ao longo dos 1000 dias do governo Bolsonaro - Anistia Internacional


Paulo Freire - o combate ao analfabetismo social


Brasil se cala em reunião na ONU sobre justiça para vítimas da ditadura


Justiça condena União, Funai e MG por violações a indígenas na ditadura


HÁ 50 ANOS ENTRAVAM PARA A ETERNIDADE CARLOS LAMARCA E ZEQUINHA BARRETO, HERÓIS BRASILEIROS.


NÚCLEO MEMORIA É ACEITO COMO “Litisconsorte ativo” na Ação Civil Pública do DOI-Codi em São Paulo


O que fazer com o maior centro de tortura da ditadura?


Sábado Resistente: Direitos Humanos em Foco “A questão migratória e o fenômeno da xenofobia”


Pela criação de um Memorial no antigo DOI-CODI São Paulo


O viagra do Bozo


Jamil Chade - Lei de Anistia perpetua `cultura da impunidade` e será questionada na ONU


A destruição como estratégia


Contra deboche bolsonarista, juiz vai fazer audiência no DOI-Codi


A institucionalização do deboche


Entrego minha vida à minha classe, para que continuem a minha história


MPF oferece nova denúncia contra Major Curió, comandante de repressão à Guerrilha do Araguaia no PA durante a ditadura


A liberação do passado


Os índios não têm alma?


Circulação de armas aumenta e homicídios no Brasil voltam a crescer


Em defesa da democracia, Comissão Arns se posiciona sobre nota das Forças Armadas e reitera seu apoio à CPI da Covid, em curso no Senado


Camilo Vannuchi: A mentira está no DNA das Forças Armadas no Brasil


A Coalisão Internacional de Sítios de Consciência e a Rede Latino-Americana e Caribenha de Lugares de Memória exigem a proteção de civis no Haiti e o respeito ao Estado de Direito


Qual será o futuro do trabalho?


ONU tenta frear onda ultraconservadora liderada por Brasil


Pela reinterpretação da Lei de Anistia!


Mesa Redonda sobre comunidades indígenas e justiça transicional organizada pela Iniciativa Global para Justiça, Verdade e Reconciliação. (GITJR)


MPF obtém sentença histórica contra ex-agente da repressão por crime político na ditadura


Promotor Eduardo Valério vai à Justiça para transformar local de tortura de herói de Bolsonaro em Museu da Democracia


Barbárie, golpe e guerra civil


Carta aberta aos governadores


Da tortura à loucura: ditadura internou 24 presos políticos em manicômios


Na era bolsonarista, expor horrores da ditadura é tarefa cívica


RJ: Justiça destina à reforma agrária usina onde corpos foram incinerados na ditadura


MPF pede responsabilização civil de ex-agentes militares que atuaram na “Casa da Morte”


Brasil: Investigue Comando da Polícia do Rio por operação no Jacarezinho


Sábado Resistente - Direitos Humanos em Foco - “Vitória da Classe Trabalhadora: A longa luta operária na VW Brasil”


Um retrato perturbador


Pela graça de Deus


Renunciar à Convenção 169 da OIT é condenar indígenas ao extermínio


O vírus mais contagiante


No limite


O que torna o filme Marighella tão atual e urgente no Brasil de 2021?


A fúria transborda na Colômbia


Audiência Pública – Memorial da Luta pela Justiça


Live Conhecendo Lugares de Memória: Navio Raul Soares


Atentado do Riocentro golpeou autoridade de Figueiredo e completa 40 anos sem culpados


MPF ajuíza ação regressiva contra ex-delegado que matou militante político durante a ditadura militar


Pilha foi espancado e torturado na prisão


Homenagem a Alípio Freire


Sábado Resistente - Direitos Humanos em Foco: Memória, Verdade e Justiça


Morre Alípio Raimundo Vianna Freire


Liberar as patentes para evitar uma catástrofe


Camilo Vannuchi - O dia em que a Lei de Segurança Nacional foi condenada


Morre aos 89 anos Dr. Mario Sergio Duarte Garcia


Dois anos de desgoverno – como chegamos até aqui


Ato virtual Movimento Vozes do Silêncio | Denúncia do golpe civil militar de 1964


EUA sabiam da tortura na ditadura brasileira e poderiam intervir se quisessem


SR - Direitos humanos em foco


Os crimes cometidos pela Volkswagen na ditadura, segundo relatório do Ministério Público


Memória, impunidade e negacionismo: um país em busca de si próprio


31 de março/1º de abril de 1964


Live “Conhecendo Lugares de Memória: o Memorial da Luta Pela Justiça”


Reinterpreta Já STF


MPF recorre de acórdão do TRF3 que negou indenização à viúva de preso pela ditadura


O escândalo político acabou?


Nota sobre a decisão da Justiça em permitir a comemoração do golpe pelo Governo Federal


Justiça autoriza exército a comemorar o golpe militar de 64


Volks publica comunicado reconhecendo participação em prisões e torturas durante a ditadura


O povo não pode pagar com a própria vida!


A anulação das decisões de Moro e a sua suspeição no caso Lula: Savonarola vai a Roma.


A CIDH publica seu relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil e destaca os impactos dos processos históricos de discriminação e desigualdade estrutural no país


A consciência feminista


Intelectuais escrevem “carta aberta à humanidade” contra Bolsonaro


Democracia e estado de direito vivem `retrocessos` no Brasil, alerta CID


Indigência mental e falência moral


COMISSÃO ARNS | NOTA PÚBLICA #30


Já pode chamar de regime militar?


Ministra Damares não calará a sociedade civil


DEMOCRACIA SITIADA


Os outros Daniéis Silveiras que ignoramos


Dois anos de maior acesso a armas reduziu violência como dizem bolsonaristas?


Raphael Martinelli


STF demora, e 3 acusados de assassinar Rubens Paiva morrem sem julgamento


Exonerado e perseguido por Bolsonaro, Ricardo Galvão ganha prêmio internacional de liberdade científica


NÚCLEO MEMÓRIA ingressa como “amicus curiae “ na ação popular contra a UNIÃO FEDERAL e o Ministro do Estado da Defesa Fernando Azevedo e Silva


MPF pede que STF rediscuta se Lei da Anistia é compatível com a Constituição, em ação sobre assassinato de deputado


A elite do atraso e suas mazelas


Especialistas em Direitos Humanos e Meio Ambiente dos EUA urgem Biden a se Posicionar em Prol da Justiça Social e Climática, do Estado de Direito, ao tratar de questões sobre o Brasil de Bolsonaro


Livro desfaz mito e revela ação efetiva do Itamaraty para derrubar Allende


Fachin: não aceitação do resultado eleitoral pode resultar em mortes e ditadura


Corte dos Direitos Humanos aceita como amicus curiae ação que denuncia Bolsonaro por descumprir sentença sobre Guerrilha do Araguaia


Denúncia à novos ataques ao Estado de Direito na Guatemala


Assassinatos de pessoas trans aumentaram 41% em 2020


BASTA!


A financeirização em números


Dois anos de desgoverno – três vezes destruição


Governo Bolsonaro é denunciado novamente à Corte Interamericana por insultar vítimas da ditadura


Um governo insano e genocida


Invasão do Capitólio – a face obscura da América


Pronunciamento público da Coalizão Internacional de Sítios de Consciência sobre os acontecimentos do dia 6 de janeiro em Washington


Tortura Nunca Mais Tortura é Crime


Democracia e desigualdade devem ocupar lugar central no debate político pós-pandemia


A força do autoritarismo


Anivaldo Padilha, integrante do Conselho de Administração do Núcleo Memória, recebe o Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva.


Judiciário precisa frear racismo nas abordagens policiais


A tortura, essa praga que paira sobre nós


Opiniões do General Mourão em entrevista dada ao jornalista ingles Tim Sebastián da Deutsche Welle geram aditamento à ação de incumprimento pelo Estado Brasileiro


Acordo de reparação com a Volkswagen é um marco histórico e grande conquista para a memória, verdade e justiça no Brasil


ONU quer enviar missão sobre ditadura, mas Brasil não responde desde abril


Nota sobre o despejo no Quilombo Campo Grande


Lógica de usar torturadores da ditadura no crime foi usada nas milícias


Militantes de esquerda recebem carta com ameaças junto com balas de revólver no interior de SP


Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio e crime contra humanidade


O fenômeno do negacionismo histórico: breves considerações


Virada para “Qual democracia?”


Experiência de participação da sociedade civil nas Comissões de Verdade da América Latina


ONU cobra respostas do Brasil sobre violência policial, milícia e Ditadura


Corte Interamericana acata denúncia contra governo Bolsonaro por insulto a vítimas da ditadura


Os crimes cometidos por Major Curió, torturador recebido por Bolsonaro no Planalto


PSOL e entidades de direitos humanos denunciam governo Bolsonaro à Corte Interamericana


RESLAC MANIFESTA SEU REPÚDIO À PRISÃO DOMICILIÁRIA DE REPRESSORES NO CHILE


Falando em liberdade


Fim de semana pela memória e resistência a favor da Democracia


Levantamento mostra piora na educação, saúde e social no 1º ano de Bolsonaro


Bolsonaro corta investimentos em Educação, Saúde e Segurança


`Casa da Morte`, local de tortura na ditadura, abrigou antes espião nazista


Anistiado no Brasil, gaúcho processado na Itália pode ser o primeiro condenado por crimes da ditadura militar brasileira


Argentina avalia criar lei que criminalize os negacionistas da ditadura


Governo de Rondônia censura Macunaíma e outros 42 livros e depois recua


Médica, ativistas e parlamentares repudiam fala de Bolsonaro de que pessoa com HIV é despesa para todos: “Absurda, preconceituosa, na contramão do mundo”


Homicídios caem, feminicídios sobem. E falta de dados atrasa políticas


O nazismo não é exclusivo aos judeus. Holocausto foi tragédia humana


As pensões vitalícias dos acusados de crimes na ditadura


A semana em que 47 povos indígenas brasileiros se uniram por um manifesto antigenocídio


Relatório da Human Rights Watch denuncia política desastrosa de Bolsonaro para direitos humanos


À ONU, Brasil esconde ditadura e fala em anistiar crimes de desaparecimento


Tribunal de Justiça anula decreto do prefeito que tombou a Casa da Morte


Ato Entrega Certidões de Óbito


AI-5 completa 51 anos e democracia segue em risco


Em celebração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Núcleo Memória realizou, no dia 10 de dezembro, mais uma ação do projeto “Visitas Mediadas ao ex DOI-Codi”.


Desigualdade: Brasil tem a 2ª maior concentração de renda do mundo


Jovens se penduram em paus de arara em ato de valorização da democracia na Praia de Copacabana


Galeria Prestes Maia, no centro de SP, vai virar Museu dos Direitos Humanos


Truculência nas ruas materializa autoritarismo nada gradual


Bolsonaro é alvo de denúncia no TPI


‘Sem violar direitos humanos, é impossível normalizar o país’, diz ex-ministro de Piñera


A revolução dos jovens do Chile contra o modelo social herdado de Pinochet


Instituto Vladimir Herzog , Nucleo Memória, Comissão Arns e outras 22 organizações da sociedade civil pedem que Alesp cancele evento em homenagem a Pinochet


ONU denuncia “ações repressivas” em protestos na Bolívia que deixaram ao menos 23 mortos


Esta cova em que estás


Campanha da RESLAC: Desaparecimentos forçados nunca mais


Nota de Repúdio aos comentários de Jair Bolsonaro


Nota de Pesar - Elzita Santos Cruz


El País: A perigosa miragem de uma solução militar para a crise do Brasil


UOL TAB: Gente branca


SP - Polícia mata mais negros e jovens, aponta estudo sobre letalidade do Estado


UOL: No rastro de um torturador


Hora do Povo: Mostra de João Goulart retrata sua luta para libertar o Brasil


EBC: Prédio onde funcionou Dops em BH dará lugar a memorial de Direitos Humanos


Ato Ditadura Nunca Mais realiza arrecadação online Direitos Humanos


Núcleo Memória lança livro sobre o futuro Memorial da Luta pela Justiça


TV alemã lança filme sobre a Volkswagen e a ditadura brasileira; assista


Siga-nos

           
todos direitos reservados ©2018
icone do whatsapp, quando clicar ira iniciar o atendimento por whatsapp