O escândalo político acabou?

22/03/2021

Talvez necessitemos de novas teorias para entender por que nossas consciências anestesiadas não mais se escandalizem com a infâmia.

Por SANDRA BITENCOURT*

Dia 11 de março de 2021. O registro de 282.127 mil mortes causadas pelo Coronavírus nessa data coloca o Brasil na dianteira de óbitos pela doença no mundo. Na live semanal no Facebook, canal que a Presidência usa para se comunicar com os cidadãos, o inimaginável. Lábios finos, olhar transtornado, dicção sofrível e, pela primeira vez na história, um presidente do país lê a carta de um suposto suicida, um feirante do interior da Bahia. O objetivo da leitura mórbida é criticar medidas de restrição contra a Covid-19 impostas por prefeitos e governadores. A carta teria sido escrita para a mãe do rapaz e relaciona a morte com as dificuldades econômicas provocadas pelo fechamento de estabelecimentos comerciais. O mesmo conteúdo também foi publicado por seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no Twitter, junto com imagens do corpo do feirante. Estarrecimento. Sentimento que se repete a cada limite ultrapassado. A cada insulto, a cada ofensa, a cada negligência consciente, a cada recomendação necrófila, a cada mentira reiterada emerge a perplexidade: até quando esse escândalo será tolerado?

Esse é o objeto desta análise. Ainda há escândalo político no Brasil? Porque a ocorrência de um escândalo requer que determinado fato, conduta ou acontecimento revelado tenha a capacidade de provocar ofensa, revolta, indignação de pessoas e instituições. Ou seja, é necessário que as pessoas se escandalizem com a revelação ou com a mentira encoberta. E essa construção, inclusive de caráter estético e noticioso, com percursos bem definidos, forma a opinião pública e tensiona a atuação de políticos, causa erosões na reputação e, não raro, inviabiliza muitas vezes a permanência no poder.

Uma busca rápida no Google com as palavras escândalo e Bolsonaro apresenta 1 milhão 360 mil resultados. Ou seja, é uma busca recorrente e com farto material. Mas isso não está evidenciado no noticiário. A palavra escândalo associada ao atual governo não aparece quando a busca é feita na categoria notícias. A cobertura jornalística dos meios de referência está longe de ser favorável ao Presidente. Contudo, mesmo no que poderia ser classificado como escândalo de corrupção, uma bandeira tão empunhada pela direita e encampada pela mídia, as denominações encontradas em títulos e manchetes não utilizam o termo escândalo.

Nesta semana, as denúncias de “retrocessos” na prevenção e combate à corrupção apresentadas pela Transparência Internacional para a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos) e o Gafi (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo) não vieram acompanhadas dessa denominação, embora se trate de um escândalo internacional, com forte repercussão na imagem e nas relações do país. A entidade citou o inquérito no qual Bolsonaro responde por crimes como corrupção passiva por suposta interferência na Polícia Federal para proteger amigos e familiares, como seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro; a falta de explicações para depósitos na conta bancária da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, vindos da família de Fabrício Queiroz, pauta vinculada ao que convencionou chamar de “rachadinha”, o que de fato, por precisão e dimensão de gravidade, poderia ser caracterizado como escândalo de peculato.

O inglês John B. Thompson é um dos principais estudiosos contemporâneos do impacto social dos meios de comunicação eletrônicos e autor do livro O escândalo político: poder e visibilidade na era da mídia, que se propõe a estudar o fenômeno do escândalo político e como ele “afeta as fontes concretas do poder” – pois o poder, nos regimes democráticos eleitorais, é submetido à pressão da opinião pública e está ligado à reputação. Haveria, na atualidade, uma presença forte do escândalo na cobertura midiática, não por conta de uma pretensa redução da qualidade dos líderes políticos, mas por causa das transformações de sua visibilidade pública, observado, segundo o autor, um gradual declínio da política ideológica e uma crescente importância da política de confiança, relacionados com a preeminência atual do escândalo na esfera política (THOMPSON, 2002, p. 146-7). Outro fator é que a mudança na cultura jornalística nas décadas de 1960 e 1970 rompeu as barreiras que impediam a divulgação de determinados segredos de poder.

O escândalo é empregado hoje a ações ou acontecimentos que implicam certos tipos de transgressões que se tornam conhecidos dos outros e alcançam um status suficientemente sério para provocar uma resposta pública. O percurso para a formação de um escândalo implica que as transgressões podem se relacionar com certos valores, normas ou códigos morais; precisam conter um elemento de segredo ou ocultamento (conhecido pelo não-participante); geram ofensa e desaprovação dos não-participantes; ocorrem mediante denúncia pública do acontecimento e finalmente a revelação e condenação podem prejudicar a reputação.

Na especificidade do escândalo político que se nutre de lutas pelo poder simbólico, tais elementos são ainda mais determinantes, já que reputação e confiança estão em jogo. O que os caracteriza como escândalos políticos, portanto, não é a natureza da transgressão cometida, mas os efeitos que produzem. Daí a pergunta incontornável: o que mais o atual presidente do país precisaria fazer ou dizer para caracterizar a sucessão de escândalos que protagoniza, provocar desaprovação e ter diariamente nas manchetes o termo escândalo associado às suas ações ou inações?

Um aspecto muito importante na descrição/compreensão do fenômeno, segundo Thompson, seriam as Transgressões de segunda ordem, quando na tentativa de negar, bloquear ou afastar revelações e acusações, a figura política usa a mentira e provoca uma ofensa ainda maior, ou seja, a busca do encobrimento do delito inicial gera novas transgressões, em geral mais graves.

O autor usa exemplos históricos. O affair de John Profumo com Christine Keeler certamente não contribuiria para sua carreira, num Reino Unido que ainda não deglutira por inteiro os novos padrões da moral sexual, mas o determinante para sua queda foi a revelação de que ele mentira ao Parlamento ao negar o caso. Richard Nixon teria se complicado mais com a rede de negativas e obstrução à investigação do que com a denúncia da espionagem ao Partido Democrata. O mesmo vale para Bill Clinton, cuja imagem pelo relacionamento com Monica Lewinsky não sofreu tanto quanto a acusação de mentir à justiça, que quase o levou ao impeachment.

Seria razoável, no entanto, dizer que na atualidade a mentira deixou de ser uma falta grave? Ou que a verdade passou a ser uma categoria manipulável, com versões sob medida para o consumo dos distintos grupos em disputa? De que outro modo explicar que as mentiras reiteradas de um presidente não provoquem revolta, não escandalizem?

Em 804 dias como presidente, Bolsonaro deu 2.568 declarações falsas ou distorcidas. Os dados estão em uma base que agrega todas as declarações a partir do dia de sua posse como presidente, com a checagem feita pela equipe da agência Aos Fatos semanalmente (https://www.aosfatos.org/todas-as-declara%C3%A7%C3%B5es-de-bolsonaro/).

A mentira mais repetida, 87 vezes, é a de que um ministro do STF determinou que as ações de isolamento social, quarentena, suspensão de atividades e restrições do comércio são de decisão de governadores e prefeitos. A declaração é falsa porque o STF não delegou a responsabilidade de combate à Covid-19 a governadores e prefeitos, nem muito menos eximiu a Presidência da República de atuar contra a disseminação da doença.

A defesa da hidroxicloroquina como tratamento precoce efetivo foi uma mentira repetida 32 vezes. Uma defesa insustentável por falta de evidencias científicas.

Thompson discute o papel da hipocrisia como componente central de muitos escândalos, nos quais o mais grave não é tanto a transgressão de uma norma social compartilhada, mas a contradição entre as ações descobertas e a imagem pública daquela personagem – como o chefe de uma cruzada moral flagrado em adultério. Mas no caso aqui concreto, não se trata de uma pulada de cerca ou de uma conduta moral hipócrita. Tratam-se de posições e de medidas com o potencial de desorientar e causar mortes. Os números assustadores a cada dia mostram que as mentiras e manipulações são escandalosas não por viés moral, mas por perdas assustadoras de vida e de possibilidade de sobrevivência, se contarmos também a grave crise social, a fome, o desemprego e a desesperança. Isso sem contar outras áreas, como a ambiental, a científica, a cultural, todas prósperas em exemplos de destruição e retrocesso.

Poderíamos dizer que é um escândalo que a palavra escândalo tenha sido aposentada das manchetes. Ou que talvez necessitemos de novas teorias para entender por que nossas consciências anestesiadas não mais se escandalizem com a infâmia.

*Sandra Bitencourtjornalista, doutora em Comunicação e Informação, é pesquisadora do grupo de pesquisa Núcleo de Comunicação Pública e Política (NUCOP).

Artigo publicado originalmente no Observatório da Comunicação Pública (OBCOMP) e reproduzido no site “A Terra é Redonda”

Referência


THOMPSON, John B. O Escândalo Político: Poder e Visibilidade na Era da Mídia. Petrópolis: Vozes, 2002.

 


Veja outros textos

Veja mais

Paulo Freire - o combate ao analfabetismo social


Brasil se cala em reunião na ONU sobre justiça para vítimas da ditadura


Justiça condena União, Funai e MG por violações a indígenas na ditadura


HÁ 50 ANOS ENTRAVAM PARA A ETERNIDADE CARLOS LAMARCA E ZEQUINHA BARRETO, HERÓIS BRASILEIROS.


NÚCLEO MEMORIA É ACEITO COMO “Litisconsorte ativo” na Ação Civil Pública do DOI-Codi em São Paulo


O que fazer com o maior centro de tortura da ditadura?


Sábado Resistente: Direitos Humanos em Foco “A questão migratória e o fenômeno da xenofobia”


Pela criação de um Memorial no antigo DOI-CODI São Paulo


O viagra do Bozo


Jamil Chade - Lei de Anistia perpetua `cultura da impunidade` e será questionada na ONU


A destruição como estratégia


Contra deboche bolsonarista, juiz vai fazer audiência no DOI-Codi


A institucionalização do deboche


Entrego minha vida à minha classe, para que continuem a minha história


MPF oferece nova denúncia contra Major Curió, comandante de repressão à Guerrilha do Araguaia no PA durante a ditadura


A liberação do passado


Os índios não têm alma?


Circulação de armas aumenta e homicídios no Brasil voltam a crescer


Em defesa da democracia, Comissão Arns se posiciona sobre nota das Forças Armadas e reitera seu apoio à CPI da Covid, em curso no Senado


Camilo Vannuchi: A mentira está no DNA das Forças Armadas no Brasil


A Coalisão Internacional de Sítios de Consciência e a Rede Latino-Americana e Caribenha de Lugares de Memória exigem a proteção de civis no Haiti e o respeito ao Estado de Direito


Qual será o futuro do trabalho?


ONU tenta frear onda ultraconservadora liderada por Brasil


Pela reinterpretação da Lei de Anistia!


Mesa Redonda sobre comunidades indígenas e justiça transicional organizada pela Iniciativa Global para Justiça, Verdade e Reconciliação. (GITJR)


MPF obtém sentença histórica contra ex-agente da repressão por crime político na ditadura


Promotor Eduardo Valério vai à Justiça para transformar local de tortura de herói de Bolsonaro em Museu da Democracia


Barbárie, golpe e guerra civil


Carta aberta aos governadores


Da tortura à loucura: ditadura internou 24 presos políticos em manicômios


Na era bolsonarista, expor horrores da ditadura é tarefa cívica


RJ: Justiça destina à reforma agrária usina onde corpos foram incinerados na ditadura


MPF pede responsabilização civil de ex-agentes militares que atuaram na “Casa da Morte”


Brasil: Investigue Comando da Polícia do Rio por operação no Jacarezinho


Sábado Resistente - Direitos Humanos em Foco - “Vitória da Classe Trabalhadora: A longa luta operária na VW Brasil”


Um retrato perturbador


Pela graça de Deus


Renunciar à Convenção 169 da OIT é condenar indígenas ao extermínio


O vírus mais contagiante


No limite


O que torna o filme Marighella tão atual e urgente no Brasil de 2021?


A fúria transborda na Colômbia


Audiência Pública – Memorial da Luta pela Justiça


Live Conhecendo Lugares de Memória: Navio Raul Soares


Atentado do Riocentro golpeou autoridade de Figueiredo e completa 40 anos sem culpados


MPF ajuíza ação regressiva contra ex-delegado que matou militante político durante a ditadura militar


Pilha foi espancado e torturado na prisão


Homenagem a Alípio Freire


Sábado Resistente - Direitos Humanos em Foco: Memória, Verdade e Justiça


Morre Alípio Raimundo Vianna Freire


Liberar as patentes para evitar uma catástrofe


Camilo Vannuchi - O dia em que a Lei de Segurança Nacional foi condenada


Morre aos 89 anos Dr. Mario Sergio Duarte Garcia


Dois anos de desgoverno – como chegamos até aqui


Ato virtual Movimento Vozes do Silêncio | Denúncia do golpe civil militar de 1964


EUA sabiam da tortura na ditadura brasileira e poderiam intervir se quisessem


SR - Direitos humanos em foco


Os crimes cometidos pela Volkswagen na ditadura, segundo relatório do Ministério Público


Memória, impunidade e negacionismo: um país em busca de si próprio


31 de março/1º de abril de 1964


Live “Conhecendo Lugares de Memória: o Memorial da Luta Pela Justiça”


Reinterpreta Já STF


MPF recorre de acórdão do TRF3 que negou indenização à viúva de preso pela ditadura


O escândalo político acabou?


Nota sobre a decisão da Justiça em permitir a comemoração do golpe pelo Governo Federal


Justiça autoriza exército a comemorar o golpe militar de 64


Volks publica comunicado reconhecendo participação em prisões e torturas durante a ditadura


O povo não pode pagar com a própria vida!


A anulação das decisões de Moro e a sua suspeição no caso Lula: Savonarola vai a Roma.


A CIDH publica seu relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil e destaca os impactos dos processos históricos de discriminação e desigualdade estrutural no país


A consciência feminista


Intelectuais escrevem “carta aberta à humanidade” contra Bolsonaro


Democracia e estado de direito vivem `retrocessos` no Brasil, alerta CID


Indigência mental e falência moral


COMISSÃO ARNS | NOTA PÚBLICA #30


Já pode chamar de regime militar?


Ministra Damares não calará a sociedade civil


DEMOCRACIA SITIADA


Os outros Daniéis Silveiras que ignoramos


Dois anos de maior acesso a armas reduziu violência como dizem bolsonaristas?


Raphael Martinelli


STF demora, e 3 acusados de assassinar Rubens Paiva morrem sem julgamento


Exonerado e perseguido por Bolsonaro, Ricardo Galvão ganha prêmio internacional de liberdade científica


NÚCLEO MEMÓRIA ingressa como “amicus curiae “ na ação popular contra a UNIÃO FEDERAL e o Ministro do Estado da Defesa Fernando Azevedo e Silva


MPF pede que STF rediscuta se Lei da Anistia é compatível com a Constituição, em ação sobre assassinato de deputado


A elite do atraso e suas mazelas


Especialistas em Direitos Humanos e Meio Ambiente dos EUA urgem Biden a se Posicionar em Prol da Justiça Social e Climática, do Estado de Direito, ao tratar de questões sobre o Brasil de Bolsonaro


Livro desfaz mito e revela ação efetiva do Itamaraty para derrubar Allende


Fachin: não aceitação do resultado eleitoral pode resultar em mortes e ditadura


Corte dos Direitos Humanos aceita como amicus curiae ação que denuncia Bolsonaro por descumprir sentença sobre Guerrilha do Araguaia


Denúncia à novos ataques ao Estado de Direito na Guatemala


Assassinatos de pessoas trans aumentaram 41% em 2020


BASTA!


A financeirização em números


Dois anos de desgoverno – três vezes destruição


Governo Bolsonaro é denunciado novamente à Corte Interamericana por insultar vítimas da ditadura


Um governo insano e genocida


Invasão do Capitólio – a face obscura da América


Pronunciamento público da Coalizão Internacional de Sítios de Consciência sobre os acontecimentos do dia 6 de janeiro em Washington


Tortura Nunca Mais Tortura é Crime


Democracia e desigualdade devem ocupar lugar central no debate político pós-pandemia


A força do autoritarismo


Anivaldo Padilha, integrante do Conselho de Administração do Núcleo Memória, recebe o Prêmio de Direito à Memória e à Verdade Alceri Maria Gomes da Silva.


Judiciário precisa frear racismo nas abordagens policiais


A tortura, essa praga que paira sobre nós


Opiniões do General Mourão em entrevista dada ao jornalista ingles Tim Sebastián da Deutsche Welle geram aditamento à ação de incumprimento pelo Estado Brasileiro


Acordo de reparação com a Volkswagen é um marco histórico e grande conquista para a memória, verdade e justiça no Brasil


ONU quer enviar missão sobre ditadura, mas Brasil não responde desde abril


Nota sobre o despejo no Quilombo Campo Grande


Lógica de usar torturadores da ditadura no crime foi usada nas milícias


Militantes de esquerda recebem carta com ameaças junto com balas de revólver no interior de SP


Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio e crime contra humanidade


O fenômeno do negacionismo histórico: breves considerações


Virada para “Qual democracia?”


Experiência de participação da sociedade civil nas Comissões de Verdade da América Latina


ONU cobra respostas do Brasil sobre violência policial, milícia e Ditadura


Corte Interamericana acata denúncia contra governo Bolsonaro por insulto a vítimas da ditadura


Os crimes cometidos por Major Curió, torturador recebido por Bolsonaro no Planalto


PSOL e entidades de direitos humanos denunciam governo Bolsonaro à Corte Interamericana


RESLAC MANIFESTA SEU REPÚDIO À PRISÃO DOMICILIÁRIA DE REPRESSORES NO CHILE


Falando em liberdade


Fim de semana pela memória e resistência a favor da Democracia


Levantamento mostra piora na educação, saúde e social no 1º ano de Bolsonaro


Bolsonaro corta investimentos em Educação, Saúde e Segurança


`Casa da Morte`, local de tortura na ditadura, abrigou antes espião nazista


Anistiado no Brasil, gaúcho processado na Itália pode ser o primeiro condenado por crimes da ditadura militar brasileira


Argentina avalia criar lei que criminalize os negacionistas da ditadura


Governo de Rondônia censura Macunaíma e outros 42 livros e depois recua


Médica, ativistas e parlamentares repudiam fala de Bolsonaro de que pessoa com HIV é despesa para todos: “Absurda, preconceituosa, na contramão do mundo”


Homicídios caem, feminicídios sobem. E falta de dados atrasa políticas


O nazismo não é exclusivo aos judeus. Holocausto foi tragédia humana


As pensões vitalícias dos acusados de crimes na ditadura


A semana em que 47 povos indígenas brasileiros se uniram por um manifesto antigenocídio


Relatório da Human Rights Watch denuncia política desastrosa de Bolsonaro para direitos humanos


À ONU, Brasil esconde ditadura e fala em anistiar crimes de desaparecimento


Tribunal de Justiça anula decreto do prefeito que tombou a Casa da Morte


Ato Entrega Certidões de Óbito


AI-5 completa 51 anos e democracia segue em risco


Em celebração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Núcleo Memória realizou, no dia 10 de dezembro, mais uma ação do projeto “Visitas Mediadas ao ex DOI-Codi”.


Desigualdade: Brasil tem a 2ª maior concentração de renda do mundo


Jovens se penduram em paus de arara em ato de valorização da democracia na Praia de Copacabana


Galeria Prestes Maia, no centro de SP, vai virar Museu dos Direitos Humanos


Truculência nas ruas materializa autoritarismo nada gradual


Bolsonaro é alvo de denúncia no TPI


‘Sem violar direitos humanos, é impossível normalizar o país’, diz ex-ministro de Piñera


A revolução dos jovens do Chile contra o modelo social herdado de Pinochet


Instituto Vladimir Herzog , Nucleo Memória, Comissão Arns e outras 22 organizações da sociedade civil pedem que Alesp cancele evento em homenagem a Pinochet


ONU denuncia “ações repressivas” em protestos na Bolívia que deixaram ao menos 23 mortos


Esta cova em que estás


Campanha da RESLAC: Desaparecimentos forçados nunca mais


Nota de Repúdio aos comentários de Jair Bolsonaro


Nota de Pesar - Elzita Santos Cruz


El País: A perigosa miragem de uma solução militar para a crise do Brasil


UOL TAB: Gente branca


SP - Polícia mata mais negros e jovens, aponta estudo sobre letalidade do Estado


UOL: No rastro de um torturador


Hora do Povo: Mostra de João Goulart retrata sua luta para libertar o Brasil


EBC: Prédio onde funcionou Dops em BH dará lugar a memorial de Direitos Humanos


Ato Ditadura Nunca Mais realiza arrecadação online Direitos Humanos


Núcleo Memória lança livro sobre o futuro Memorial da Luta pela Justiça


TV alemã lança filme sobre a Volkswagen e a ditadura brasileira; assista


Siga-nos

           
todos direitos reservados ©2018
icone do whatsapp, quando clicar ira iniciar o atendimento por whatsapp