Integrando o “Ciclo Museus em Diálogo: Direitos Humanos, Memória e Sociedade”, o Memorial da Resistência de São Paulo, em parceria com o Museu das Favelas e o Museu das Culturas Indígenas, museus da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e o Núcleo de Preservação da Memória Política convidam para o próximo Sábado Resistente de 2025, a ser realizado no dia 29 de novembro, às 14h, no Auditório do 5º andar do Memorial da Resistência – Largo General Osório, 66 – Luz (ao lado da Sala São Paulo).

Com o tema “Povos Indígenas e Memória: Resistência e Violações de Direitos”, o encontro propõe refletir sobre as múltiplas formas de resistência dos povos indígenas na história do Brasil — desde a invasão colonial e a ditadura militar até as lutas atuais por território, memória e justiça. A partir dessas trajetórias, a proposta é discutir também as perspectivas de mobilização e reparação.

Para esta conversa, contaremos com a participação de Flávio Bastos, conselheiro do Núcleo Memória, professor de Direito no Mackenzie e especialista em direitos humanos; Aly David Arturo Yamall Orellana, amazônida do povo Ava-Guarani e supervisor do Núcleo de Formação do Museu das Culturas Indígenas (MCI); Juliana Cardoso, deputada federal (PT-SP), afroindígena, feminista e militante dos direitos humanos; Paula Capriglione, responsável pelo Armazém Memória; e de Poty Poran, indígena Guarani Mbia, moradora da Terra Indígena Jaraguá. A mediação será feita por Vanessa Medeiros, indígena do Povo Tapuia Tarairiú e membro do Núcleo Indígena e Quilombola da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP.

Será emitido certificado de participação para as pessoas presentes, mediante registro no local.
O evento também contará com transmissão online, através dos canais:
Núcleo Memória @nucleomemoria
Memorial da Resistência @memorialdaresistencia
Tutaméia @tutameiaTV.

PROGRAMAÇÃO
14:00/14:20 – Palavras de boas-vindas – Ana Pato (Diretora Técnica do Memorial da Resistência) e Maurice Politi (Diretor Executivo do Núcleo Memória)
14:20/16:00 – Formação da mesa e palavras das pessoas participantes
16:00/17:00 – Debate com o público

PARTICIPANTES
Mediação de Vanessa Medeiros – Mulher Indígena do Povo Tapuia Tarairiú do Seridó - RN, em contexto urbano. Graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (bolsa PROUNI). Advogada indigenista. Membro do Núcleo Indígena e Quilombola da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP.
Flávio Bastos – Doutor e Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Professor de Direitos Humanos, Direito Constitucional e Direito Eleitoral da mesma universidade. Advogado atuante perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Consultor, Parecerista e Advogado no Escritório Fregni Advogados Associados. Membro do Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas.
Aly David Arturo Yamall Orellana – Amazônida do povo Ava-Guarani, é doutor e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atua como consultor e formador de professores na área das Relações Étnico-Raciais, administrando a página Letramentos Indígenas e ministrando cursos e oficinas sobre a temática. Atualmente, é formador da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, no Núcleo para a Educação das Relações Étnico-Raciais (NEER), e supervisor de formação do Museu das Culturas Indígenas (MCI).
Juliana Cardoso – Afro-indígena, nasceu, cresceu e mora na periferia da zona Leste da capital paulista. Estudou em escola pública e iniciou sua militância muito jovem, nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), junto à Igreja Católica. Formada em gestão pública, foi eleita aos 27 anos para a Câmara Municipal de São Paulo, cargo para o qual foi reconduzida mais três vezes pelo reconhecimento da construção de um mandato popular na luta pela defesa dos Direitos Humanos, das mulheres, do SUS, da Assistência Social, da moradia, do ECA, do movimento LGBTQIA+, da cultura e da educação pública, da igualdade racial e dos imigrantes, além do povo indígena. No pleito de 2022, Juliana Cardoso foi eleita deputada federal com 125.517 votos.
Paula Capriglione Conviveu com Marcelo Zelic por quase 30 anos e acompanhou, desde o início, a criação do Armazém Memória, há quase 25 anos. Testemunhou seu crescimento e reconhecimento, sempre guiado pela busca da memória das lutas e resistências do povo brasileiro. Em 2012, viu Marcelo assumir a missão que o acompanharia até o fim da vida: a defesa dos direitos dos povos indígenas e a construção, no Armazém, de uma importante ferramenta de apoio à memória, verdade e justiça. Após sua partida precoce, em 2023, Paula, junto aos filhos da união, assumiu a responsabilidade de manter e ampliar o trabalho do Armazém Memória, preservando viva sua missão.
Poty Poran Turiba Carlos -  Indígena Guarani Mbya, moradora da Terra Indígena Jaraguá (SP). Cursou Pedagogia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), formação de professores indígenas na Universidade de São Paulo (USP) e extensão universitária em Educação Indígena pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Lecionou e lutou por quase 20 anos por uma educação indígena diferenciada. Foi gestora da UBS Aldeia Jaraguá por cinco anos. Coautora, com a Dra. Andrea Amorim, do texto “Saúde Mental” (Editora Sanar, 2025). Mãe de três filhos, descendente de uma família de mulheres lideranças de sua aldeia.

SERVIÇO
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 • Santa Ifigênia • São Paulo • SP
Telefone: 55 11 3335-5910
Entrada Gratuita
Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Mais informações à imprensa Memorial da Resistência de São Paulo: comunicacao@memorialdaresistenciasp.org.br

 
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