RESLAC manifesta sua preocupação com o assassinato da defensora dos DH do Rio e a crescente violência nessa cidade

21/03/2018

A Rede de Lugares de Memória Latino Americanos e Caribenhos (RESLAC) manifesta seu repúdio e pesar pelo brutal assassinato de Marielle Franco, ativista, defensora dos direitos humanos e vereadora do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Anderson Pedro Gomes, seu motorista, em 14 de março, na cidade do Rio de Janeiro.

 

O assassinato se realizou no marco da intervenção das forças militares na segurança do Estado desde 20 de fevereiro deste ano, decisão tomada pelo Presidente Michel Temer e que gerou grande repúdio entre diversas organizações de direitos humanos, entre elas a RESLAC. Recentemente, Marielle havia sido nominada relatora da comissão, criada na Câmara de Vereadores, com o propósito de dar seguimento a eventuais violações aos direitos humanos com o marco da militarização da cidade. Além disso, havia denunciado recentemente, ante a Assembleia, episódios de violência que foram perpetrados por policiais militares do 41º Batalhão contra moradores da comunidade de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Nesta comunidade, dois jovens foram assassinados na semana passada em circunstâncias ainda não esclarecidas pelo Estado.

 

Na noite do dia 14, Marielle voltava de um evento chamado “Jovens negras – movendo as estruturas”, quando foi assassinada no interior do veículo em que estava. Seu motorista, Anderson Gomes, também morreu. Sua assessora, que também estava no veículo, ficou ferida e foi levada ao hospital.

 

A morte de Marielle se insere em um contexto de violência sistemática contra defensores dos direitos humanos no Brasil, nas grandes cidades ou no campo, que lamentavelmente se manifesta de maneira cada vez mais frequente. Sua morte também questiona os argumentos oficiais usados para justificar a intervenção militar federal no Rio de Janeiro e demonstra a fragilidade da Democracia e dos Direitos Humanos no Brasil.

A Rede de Lugares de Memória Latino Americanos e Caribenhos (RESLAC), demanda do Estado Brasileiro uma investigação rápida e independente, para a identificação não apenas dos assassinos, mas também daqueles que deram a ordem para esse odioso crime.

Da mesma forma, expressamos nossa solidariedade aos parentes e amigos destas duas novas vítimas.

 

 

Leia a nota na versão original, em espanhol:

 

La RESLAC manifiesta su preocupación frente al asesinato de defensora de los DDHH de Río y la creciente violencia en esa ciudad

 

La Red de Sitios de Memoria Latinoamericanos y Caribeños (RESLAC) manifiesta su repudio y pesar por el brutal asesinato de Marielle Franco, activista, defensora de los derechos humanos y consejal del Partido Socialismo y Libertad (PSOL) y de Anderson Pedro Gomes, su chofer, el 14 de marzo, en la Ciudad de Rio de Janeiro.

 

El asesinato se produjo en el marco de la intervención de las fuerzas militares en la seguridad del Estado desde el 20 de febrero de este año, decisión tomada por el Presidente Michel  Temer y que generó amplio rechazo entre diversas organizaciones de Derechos Humanos, entre ellas la RESLAC. Recientemente, Marielle había sido nombrada relatora de la comisión que se creó en la Cámara de Concejales, con el propósito de dar seguimiento a eventuales violaciones a los Derechos Humanos, en el marco de la militarización de la ciudad. Además había denunciado recientemente ante la Asamblea, episodios de violencia que fueron perpetrados por policías militares del 41º Batallón, contra moradores de la comunidad de Acari, en la Zona Norte de Rio de Janeiro. En esta comunidad, dos jóvenes fueron asesinados en la última semana, en circunstancias que no han sido esclarecidas por el Estado.

 

En la noche del día 14, Marielle volvía de un evento denominado “Jóvenes negras – moviendo las estructuras”, cuando fue asesinada en el interior del auto en que se desplazaba. Su chofer, Andreson Gomes, también murió. Su asesora que también estaba en el auto resultó herida y fue llevada a un hospital de la ciudad.

 

La muerte de Marielle se inserta en un contexto de violencia sistemática contra defensores de Derechos Humanos en Brasil, en las grandes ciudades o en el campo, que lamentablemente se manifiesta de manera cada vez más frecuente. Su muerte también cuestiona los argumentos  oficiales usados para justificar la intervención militar federal en Rio de Janeiro y demuestra la fragilidad de la Democracia y de los Derechos Humanos en Brasil.

 

La Red de Sitios de Memoria Latinoamericanos y Caribeños (RESLAC), demanda al Estado Brasileño una investigación rápida e independiente, para la identificación no sólo de los ejecutores de este asesinato sino de quienes ordenaron este odioso crimen.

 

De igual forma, expresamos nuestra solidaridad a parientes y amigos de estas dos nuevas víctimas.


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