Militância e liberdade: a relação entre Marighella e o cristianismo de libertação

02/05/2020

Esse artigo tem como intuito tratar da relação entre o Carlos Marighella e o cristianismo de libertação, buscando fazer a aproximação entre os horizontes que fazem dessas duas perspectivas, embora aparentemente antagônicas, congruentes na luta por liberdade e democracia

Militância e liberdade: a relação entre Marighella e o cristianismo de libertação[1]

Luis Fernando de Carvalho Sousa

Resumo: Esse artigo tem como intuito tratar da relação entre o Carlos Marighella e o cristianismo de libertação, buscando fazer a aproximação entre os horizontes que fazem dessas duas perspectivas, embora aparentemente antagônicas, congruentes na luta por liberdade e democracia.

Ambos os movimentos são datados da década de 1960, quando o Brasil sofreu a interrupção de sua democracia por um golpe civil-militar efetuado por matrizes conservadoras que impuseram ao país vinte anos de um sistema violento e cerceador de liberdade. Com isso uma das poucas opções que restaram foi também a resistência violenta através da luta armada.

Palavras-chave: cristianismo de libertação, Marighella, liberdade, militância.

 Abstract: This article intends to deal with the relationship between Carlos Marighella and liberation Christianity, seeking to bring the horizons that make these two perspectives, although apparently antagonistic, congruent in the struggle for freedom and democracy.

Both movements date from the 1960s, when Brazil suffered the interruption of its democracy by a civil-military coup carried out by conservative matrons who imposed on the country twenty years of a violent system and liberator. With that one of the few options that remained was also the violent resistance through the armed struggle

Key-words: Christianity of liberation, Marighella, freedom, militancy.

Origem histórica do cristianismo de libertação

Esse artigo tem por objetivo analisar o papel da religião – em particular o movimento conhecido como cristianismo de libertação[2] como resistência política, sobretudo, pela relação de religiosos cristãos com Carlos Marighella, líder da Aliança Libertadora Nacional (ALN) e “inimigo número um da ditadura militar”[3].

 Dessa forma, investigará a relação da práxis cristã libertária com a práxis marxista adotada pela ALN, visando apontar as congruências e dissonâncias de seus respectivos “horizontes utópicos”[4].

Tratar do cristianismo de libertação constitui-se num grande desafio. O assunto já foi abordado exaustivamente nas produções que se fez sobre o tema, sobretudo, durante a década de 1980. Datam desse período as produções mais concisas e completas sobre tema. Os anos de 1980 foram talvez os mais significativos para a TdL por conta da advertência publicada pelo Vaticano. Como destaca Cláudio de Oliveira Ribeiro “[...] os anos 1980 foram marcados pela polêmica em relação à Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação, publicada pelo Vaticano”[5]. Também essa década pode ser considerada o auge da produção teórica sobre o tema.

O cristianimo de libertação é fruto de um movimento. Como tal torna-se difícil uma datação de seu surgimento. Seus estudiosos, quase em sua totalidade, a consideram como uma teologia da práxis que teve sua sistematização posterior a seu surgimento. Nas décadas de 1950 e 1960 a América Latina vivia uma efervecencia política e com isso alguns grupos foram se organizando com o intuito de interagir socialmente na proposta de mudanças estruturais na sociedade.

Michel Löwy é um dos estudiosos sobre o tema. Para ele os acontecimentos que dão origem à do movimento iniciaram de maneira espontânea no seio da sociedade, por isso prefere não denominar a corrente como teologia da libertação. Löwy prefere o termo cristianismo de libertação, por ser um movimento e uma corrente, que desde seu início transcedeu as fronteiras da igreja e os círculos acadêmicos. Sem dúvidas isso se deve a sua formação e olhar sociológico, entretanto, dentro da proposta teológica a teolgia deve dialogar com todas as áreas da sociedade, não se restringindo, por exemplo, à igreja, mas como Löwy faz abarodagem sociológica entendemos e respeitamos sua posição que é assim definida:

Proponho chamá-lo de cristianismo de libertação, por ser esse um conceito mais amplo que “teologia” ou que “igreja” e incluir tanto a cultura religisa e a rede social, quanto a fé e a prática. Dizer que se trata de um movimento social não significa necessariamente dizer que ele é um órgão “integrado” e “bem coordenado”, mas apenas que tem, como outror movimentos semelhantes (feminismo, ecologia, etc.), uma certa capacidade de mobilizar as pessoas ao redor de objetivos comuns[6].

Embora faça essa análise sociológica, com a qual concordamos em parte, o sociólogo não deixa de reconhecer que a produção a práxis do movimento liga-se diretamente a sua produção teórica estabelecendo uma relação dialética entre práxis e teoria como assenta nessa afirmativa: “[...] ao mesmo tempo a teologia da libertação é, ao mesmo tempo, reflexo de uma práxis anterior e um reflexo sobre essa práxis[7]. É um movimento e uma produção teórica que influnciou uma geração de pessoas no continente latino-americano e que servia, ao mesmo tempo, como resistencia ao modelo desenvolvimentista que era proposto. Por isso o cristianismo de libertação foi duramente combatido e perseguido. Ele destoava da ordem mundial proposta pelas potências capitalistas.

Enrique Dussel destaca alguns eventos com fundo histórico e que foram de suma importância para o desenvolvimento da corrente libertária. Esse autor analisa a corrente de forma diferente dos demais movimentos. Ele faz uma interpretação simbólica do surgimento do cristianismo de libertação mencionando que seu precursor seria Bartolomeu da las Casas, quando produziu um pensamento de resistencia ao império espanhol em fins do século XV e início do século XVI. Dussel se empenha em fazer um histórico de movimentos teológicos anti-hegemônicos desde a conquista da América Latina até o século XX. No que a maioria dos teólogos e historiadores denominam de surgimento da corrente Dussel faz a seguinte constatação.

Desde 1959 – com o anúncio do Concílio Vaticano II e a acupação de Havana pelas frças revolucionárias de Fidel Castro e do Che Guevara – foi sendo gerada lentamente uma nova situação teológica. A crise da Ação Católica e daí a importância da obra de José Comblin (nasceu em 1923) sobre o Fracasso da Ação Católica (1961) – é um fruto do colapso do “populismo”. A derrubada em 1954 de Arbenz na Guatemala (pelo golpe de Castillo Armas preparado pela CIA) e de Vargas no Brasil (que se suicidou por não poder resistir mais à pressão do embaixador norte-americano), em 1955 o fim do governo peronista na Argentina, em 1957 o de Pérez Giménez na Venezuela e o de Rojas Pinilla na Colômbia em 1959 o de Fulgêncio Batista em Cuba, como indicamos acima, abrem à hegemonia indiscutível dos Estados Unidos na América Latina. È a década do “desenvolvimento” que ocupará lugar da Ação Católica[8].

 Dussel ainda destaca que a produção teológica e mudança de alguns paradigmas no seio das igrejas devia-se também à forte inserção da juventude em meios políticos e sociais. Como uma das correntes que estimulou essa inserção o estudioso destacou a Ação Católica.

A Ação Católica notabilizou-se por utilizar o método ver-julgar-agir e no Brasil foi precursora no movimento libertário no seio do catolicismo. Löwy destaca que no ano de 1962 movimentos pastorais leigos da Igreja Católica criaram, insipirados no ideal de libertação, a Ação Popular (AP) “[...] movimento não-confessional dedicado à luta pelo socialismo e ao uso do método marxista”[9]. Um dos integrantes desse movimento era Herbert de Souza, o Betinho, que se notabilizou nos anos 1990 por sua luta contra a fome e pobreza no Brasil através de programas sociais.

Löwy faz uma extensa análise do desenvolvimento da corrente no continente latino-americano em A Guerra dos deuses: religião e política na América Latina (2000). Contudo o resumo dos eixos principais tratados pelo cristianismo de libertação que faz em sua obra chamam a atenção e merecem ser reproduzidos, pois sintetizam, sem dúvida, os principais objetivos e pressupostos da corrente.

1. A luta contra a idolatria (não o ateísmo) como inimigo principal da religião, isto é, contra os novos ídolos da morte adorados pelos novos Faraós, pelos novo Césares e pelos novos Herodes: Bens materiais, Riqueza, o Mercado, a Segurança Nacional, o Estado, a Força Militar, a “Civilização Ocidental Cristã”.

2. Libertação humana na história como antecipação doa salvação final em Cristo, o Reino de Deus.

3. Uma crítica da teologia dualista tradicional, como produto de filosofia grega de Platão, e não da tradição bíblica na qual a história humana e a história divina são diferentes, mas inseparáveis.

4. Uma nova leitura da Bíblia, que dá uma atenção significativa a passagens tais como o Êxodo, que é vista como paradigma de uma luta de um povo escravizado por sua libertação.

5. Uma forte crítica moral e social ao capitalismo dependente como sistema injusto e iníquo, como uma forma de pecado estrutural.

6. O uso do marxismo como instrumental sócio analítico a fim de entender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas de luta de classes.

7. A opção preferencial pelos pobres e a solidariedade com sua luta pela autolibertação.

8. O desenvolvimento de comunidades de base cristãs entre os pobres como uma nova forma de Igreja como alternativa para o modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista[10].

Como temos afirmado não há consenso de uma data precisa do surgimento da corrente. As datações e afirmações feitas de forma inequivca não encontram espaço quando dizem respeito ao surgimento dessa corrente teológica. O que se tem são eventos históricos, políticos e sociais que confluíram para sua formação e desenvolvimento. E nesse sentido, inagavelmente, o Concílio Vaticano II foi um dos suportes de suma importância que o catolicismo dispôs para empreender o precesso de desenvolvimento de uma teologia mais arrojada e comprometida com as demandas do continente latino-americano.

O Concílio trazia a proposta de aggionamento, ou seja, um avanço e adaptação dos pressupstos e doutrinas cristãs à realidade. Na América Latina tal proposta relacionava-se diretamente com a realidade das populações, que viviam num continente subdesenvolvido, na periferia do capitalismo mundial e que necessitavam de maior interação da forma de ser igreja com sua realidade. Nesse sentido a proposta de uma opção pelos pobres, descentralização eclesiólogica através das CEB´s e atuação de pastorais sociais coaduna com os anseios e efervescencia que se vivia no continente. Ribeiro assim destaca a influência do Concílio Vaticano II no desenvolvimento do cristianismo de libertação:

“[...] A Igreja Católica Romana motivada por mudanças ocasionadas pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) e pela Conferência Episcopal Latino-Americana de Medelín (1968), experimentou uma nova eclesialidade a partir da formação e a da prática das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), com o apoio de setores de hierarquias firmados especialmente na “opção preferencial pelos pobres”[11].

 A articulação entre o movimento de libertação e a militância política da ALN é retratada de em Batismo de Sangue (1982). O livro é uma obra consagrada do autor, Frei Betto, que mistura diversos elementos: resenha histórica, depoimento e biografia, conduzida por um estilo ensaístico e romancesco. Embora não seja um típico romance, utiliza categorias do gênero. A obra ganhou relevância internacional por tornar público aspectos, tanto da clandestinidade, quanto do regime militar, além constituir na tentativa de sintetizar a relação de alguns dominicanos – adeptos do cristianismo de libertação – com o político e revolucionário, Carlos Marighella. 

Marighella e os dominicanos

No ano de 1964 houve um conluio entre a burguesia nacional brasileira e setores conservadores das forças armadas, que acabaram por instaurar no país um regime militar de matriz conservadora[12]. Mas foi, sobretudo, no ano de 1968, que o regime recrudesceu-se, imponto uma série de sanções individuais e coletivas aos cidadãos brasileiros. Nos primórdios, não havia entre os militares um consenso sobre o modus operandi do novo regime. Para a linha representada por Castelo Branco, primeiro presidente eleito pelo Congresso Nacional sob os efeitos do Ato Institucional número 1 (AI-1), o regime militar seria temporário, com um rápido retorno à democracia, enquanto para a ala denominada “linha dura” o regime deveria estender-se[13]. 

O grupo de cristãos libertários[14], que incluía os dominicanos, tinha posição política contrária à que vigorava no país, especialmente a partir de 1968, quando foi decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5), que impôs uma série de sanções políticas ao Brasil. Por isso, dentro de suas possibilidades e de sua condição de religiosos, ajudavam pessoas que corriam risco de prisão e de tortura a serem recebidas em outras localidades – a exemplo de Igrejas em países europeus, como a Polônia, que abrigavam esses militantes[15].

Frente à opressão e supressão da liberdade imposta pelo regime, a via democrática não se mostrava eficaz (uma vez que o Partido Comunista estava na ilegalidade) para que fosse buscada uma alternativa que fizesse com que os cidadãos brasileiros gozassem de maior liberdade, assim como, o final da exploração capitalista. Por isso os dominicanos decidiram por se aliar a grupos que lutavam pela liberdade e volta do regime democrático, tal situação proporcionou o contato com grupos militantes armados e em especial com a ALN e Carlos Marighella.

Alguns dominicanos (entre eles, Frei Betto) tinham uma opção política contrária à que vigorava no país, especialmente a partir de 1968, quando foi decretado o AI – 5 (Ato Institucional número 5), que impôs uma série de sanções políticas no Brasil[16]; por isso, dentro de suas possibilidades e de sua condição de religiosos, ajudavam pessoas que corriam risco de prisão e de tortura, a exemplo de algumas igrejas em alguns países europeus, como  a Polônia.

Frente à opressão e à supressão da liberdade imposta pelo regime, a via democrática não se mostrava eficaz (o Partido Comunista estava na ilegalidade) para que fosse buscada uma alternativa que pudesse fazer com que os cidadãos brasileiros pudessem gozar de maior liberdade, não sendo mais submetidos à  exploração capitalista. Por esse motivo, a via revolucionária liderada por Marighella foi uma alternativa que os simpatizantes mais inconformados do comunismo encontraram para tentar derrubar a ditadura.

Nesse contexto, Frei Betto conhece Carlos Marighella, mais precisamente em maio de 1969[17]. O líder da ALN pediu ajuda ao frei, que estava de viagem para o sul do país, na passagem de militantes vivendo sob a clandestinidade para o Uruguai. Inicialmente o apoio se deu por meio da ajuda aos militantes, e posteriormente os religiosos resolveram integrar o grupo revolucionário de Marighella.

A trajetória política de Carlos Marighella apesar de extensa e conturbada, pode ser resumida em alguns parágrafos. O político nasceu em Salvador no ano de 1911, e ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1932. Atuou como militante do partido na Bahia até 1936, quando foi enviado pela direção do partido para São Paulo. Após algumas prisões conseguiu se eleger deputado no ano de 1943. Depois de um período alvorotado de militância; prisões e divergências políticas com o PCB foi expulso do partido no ano de 1967[18]. 

Do ano de sua expulsão em diante, Marighella passou a se dedicar a militância armada, escrevendo, inclusive, textos que justificavam tal posição. Foi assim no ano de 1968, quando escreveu sobre a “guerrilha no Brasil”, pontuando os aspectos latino-americanos embasadores de sua postura, destacando o caso de Cuba como exemplo a ser seguido pelos países latino-americanos.

O esforço de Marighella foi para que houvesse um novo instrumento de lutas que superasse a militância tradicional, que se expressava, via de regra, em partidos políticos. Nesse sentido salientava que uma militância vanguardista não atrelada aos aparelhos do Estado era necessária pelo fato de ser mais prática e adequável às situações hostis com mais facilidade. Outro ponto que foi frisado pelo líder da ALN era que esse movimento, basicamente, se pautava pelas ações, sem se prender aos debates teóricos.

A ALN constituiu-se, numa organização combativa, focada na ação revolucionaria, sendo, portanto, a primazia aos debates teóricos, tratada como desperdício de tempo. Toda a teoria, na concepção de Marighella, tinha sido expressa nos escritos do líder bolchevique, Lênin, na então recente revolução russa. Aos militantes comunistas, caberia a partir desse pressuposto focar-se em ações práticas e combativas[19].

Soares (2002) defende que no que tange às estratégias e táticas, em seus documentos a ALN defendia que a luta armada deveria ocorrer em duas etapas, primeiramente nas cidades e depois no campo. Sendo assim, a guerrilha urbana se constituiria em uma fase de propaganda, treinamento de combatentes e arrecadação de recursos para uma futura guerrilha rural. Nas palavras de Soares: “A guerrilha no campo tornar-se-ia a fase decisiva e fundamental para, com o apoio da classe operária e camponesa, derrotar a ditadura militar e implementar um governo revolucionário de libertação nacional, que estabeleceria as medidas necessárias para criar as bases para o socialismo no Brasil” (SOARES, 2012, p.30).

Denise Rollemberg (2001) sublinha que:

Como Cuba apoiava preferencialmente a ALN, as relações de Marighella com o governo cubano foram, em um certo sentido, mistificadas pela repressão e, até certo ponto, pela própria esquerda. Haveria uma certa subordinação do líder brasileiro às orientações dos cubanos. Provavelmente, a própria presença de Marighella na Conferência da OLAS e a preferência dos cubanos, por si só, levaram a esta suposição. Na verdade, segundo os depoimentos de militantes da ALN que passaram pelo treinamento e que tiveram contato com Marighella, a situação era outra. Apesar das relações com Cuba, Marighella teria uma visão da revolução bem diferente do modelo foquista. Seria um longo processo e dependia de uma complexa rede que apenas começava a ser tecida[20].

 

Marighella fazia a leitura do processo revolucionário a partir da realidade brasileira. Sua intenção era propor uma ruptura com o regime levando em conta a história e as peculiaridades do Brasil. Por isso seu movimento ganhou importância, uma vez que rompia com as determinações do PC soviético e também não era uma simples reprodução do modelo cubano.

 Religião e militância como práxis libertária

A certeza de que o projeto de libertação proposto por Marighella adstringia com preceitos cristãos era interpretado à luz do termo espiritualidade, que alguns cristãos libertários denominam de práxis cristã.

Nós cremos que há lugares onde a única maneira de dizer libertação – por exemplo – é fazê-la. E devemos crer que, de alguma maneira em todos os tempos e em todos os lugares, a única maneira de dizer é fazer (...).

 

Realizar-se, entre nós, passou a ser sinônimo de realizar-se na ação, na práxis de algumas obras concretizadas e transformadoras. Para nós a “realização pessoal” exige realização social. Nesse sentido, os personalismos subjetivistas e as fronteiras de classe, de estado, de status... nos fazem mal espiritualmente e fazem chiar a contextura interpessoal e práxica de vizinhança, país ou de mundo, que nossa inter-relacionalidade e nossa praxidade pedem[21].

 

Essa noção de espiritualidade já vigorava no seio dos setores progressistas cristãos e foi sistematizada pelo cristianismo de libertação ao longo dos anos. Tal mentalidade fazia com que houvesse cada vez mais sintonia entre cristãos e militantes políticos na busca pela liberdade democrática e pelo fim do regime militar.

Os movimentos dedicados à transformação social através da ação militante podem ser analisados sob o prisma da filosofia da práxis. Usualmente eles trazem consigo forte influencia teórica comprometida com a superação de determinados períodos históricos críticos – do ponto de vista social. Sua natureza liga-se à realidade histórica humana e se compromete com a superação dos entraves na busca pela instauração de uma nova realidade social[22].

Ao longo da história do pensamento filosófico, inúmeros pensadores se dedicaram em refletir sobre a práxis. Entretanto, destaca-se dentre eles os pensadores marxistas, simplesmente pelo fato de se empenharem em fazer da reflexão filosófica algo exequível no desafio de transformar a sociedade. É de Marx e Engels a célebre frase: “Os filósofos limitaram-se até agora em interpretar o mundo de diferentes modos; do que se trata é de transformá-lo”[23]Tal frase expressa com bastante nitidez o intuito dos pensadores marxistas ao se debruçarem sobre a temática da práxis: viabilizar a mudança radical na sociedade.

Na obra Teses sobre Feuerbach, Marx e Engels encontraram a inspiração necessária para elaborar suas ideias sobre a práxis.

VI. Feuerbach dissolve a essência religiosa na essência humana. Mas a essência humana não é uma abstração inerente ao indivíduo singular. Em sua realidade, é o conjunto das relações sociais.

VIII. Toda a vida é essencialmente prática. Todos os ministérios que levam a teoria para o misticismo encontram solução racional na práxis humana e na compreensão dessa práxis. (MARX; ENGELS, 2005, p.11-12)

O que motivou Marx e Engels foram as afirmações de Feuerbach sobre a abstração, na qual a práxis só encontra “lugar em Deus” (VÁZQUÉZ, 1990). Na obra Essência do cristianismo, Feuerbach desenvolve sua tese de que o ser humano projeta as representações a partir de seu imaginário, afirmação esta que o levou a ser criticado pela dupla.

A “libertação” é um ato histórico e não um ato de pensamento, e é ocasionada por condições históricas, pelas con[dições] da indústria, do co[mércio], [da agricul]tura, do inter[câmbio][...]

A “concepção” feuerbachiana do mundo sensível limita-se, por um lado, à mera contemplação deste último, e por outro lado, à mera sensação; ele diz “o homem” em vez de os “homens históricos reais”[24].

 Baseado em tais reflexões, Marx e Engels propõem a práxis a partir das condições materiais, isto é, pela revolução econômica e social. O pensamento marxista entende a práxis da pessoa humana como critério da verdade e sinaliza para tal práxis como o fundamento e fim de toda a teoria.

A concepção marxista de práxis pressupõe a releitura tanto do materialismo tradicional quanto do idealismo. Como faz uso da dialética, ela nega e absorve elementos tanto do primeiro quanto do segundo. Dessa forma, entende-se que ela extrapola a simples atividade da consciência humana, como afirmava Feuerbach, implicando na ação do ser humano, que participa da história com o intuito de transformá-la[25].

Leandro Konder destaca que, dentre os pensadores marxistas, Antônio Gramsci merece atenção especial. O italiano debruçou-se no estudo do marxismo a partir de uma concepção centrada na práxis Konder defende que Gramsci foi o precursor em termos de elaboração das questões antropológicas em torno da temática.

Gramsci foi o primeiro a formular explicitamente a ideia de que concebido o homem como sujeito da práxis, não tem muito sentido perguntarmos: quem é o homem? O homem não é; seu ser consiste num tornar-se. O que nos cabe indagar, então, é o que o homem pode se tornar?[26].

Para Gramsci, a práxis consiste numa ação transformadora mediada pela reflexão crítica, isto é, não se limita à prática repetitiva. Ela consiste na ação objetiva de superação da realidade, e que, por ser reflexiva, aponta novos horizontes e questões relacionadas ao cotidiano.

A ação transformadora da realidade torna-se possível à medida que o ser humano reflete sobre o cotidiano de suas ações. Nesse sentido, o “homem comum” encontra-se limitado em relação a ela pelo fato de estar cercado por mecanismos que obscurecem e limitam sua percepção de mundo. Como salienta Adolfo Vázquéz:

O homem comum e corrente é um ser social e histórico; ou seja, encontra-se imbricado numa rede de relações sociais e enraizado num determinado terreno histórico. Sua própria cotidianidade está condicionada histórica e socialmente, e o mesmo se pode dizer da visão que tem da própria atividade prática. Sua consciência nutre-se igualmente de aquisições de toda espécie: ideias, valores, juízos e preconceitos, etc. Nunca se enfrenta um fato puro; ele está integrado numa determinada perspectiva ideológica, porque ele mesmo – com sua cotidianidade histórica e socialmente condicionada – encontra-se em certa situação histórica e social que engendra essa perspectiva[27].

Por isso Gramsci chama a atenção para uma figura de suma importância na sociedade: “o intelectual orgânico”. Tal indivíduo, além de manter o constante contato com o povo, é responsável por “organizar a classe que representa”, ou seja, viabilizar o conhecimento teórico e organizar as ações práticas para as transformações sociais[28]. Essa ação só é possível porque ele dedica parte de seu tempo na abstração e reflexão crítica da realidade. Nesse aspecto, o autor atenta para os intelectuais eclesiásticos, que consistem a categoria mais típica dos intelectuais orgânicos.

A mais típica dessas categorias intelectuais é a dos eclesiásticos, que monopolizaram durante muito tempo (numa inteira fase histórica, que é parcialmente caracterizada, aliás, por esse monopólio) alguns serviços importantes: a ideologia religiosa, isto é, a filosofia e a ciência da época, com a escola, a instrução, a moral, a justiça, a beneficiência, a assistência, etc[29].

As classes possuem intelectuais que as representam, tendo como principal área de concentração o campo da formação. A responsabilidade que lhes é incumbida compreende: educação; formação de uma nova cultura; organização de sua classe; participação das lutas cotidianas que envolvem sua classe.

Nesse sentido, tanto a ALN e o cristianismo de libertação possuem em seu eixo de ação a perspectiva da práxis transformadora, comprometida em sua análise, com superação dos entraves sociais pela via revolucionária, opondo-se as formas de dominação e políticas que inviabilizam o projeto de emancipação social.

A realidade opressora ditatorial dos anos 1960 e 1970, instalada na América Latina após o triunfo da Revolução Cubana, fez com que os movimentos de contestação do status quo, fossem combatidos e perseguidos sob a condição de inimigos da ordem social vigente. Tal posição contribuiu para que confluíssem para um movimento unívoco na luta contra a exploração social e a submissão imposta aos países latino-americanos. Com isso, os setores da igreja católica que já vinham refletindo sobre a participação na política, acabaram por ser impelidos à reivindicação social, juntamente com os demais movimentos – armados inclusive.

A confluência entre a militância e a espiritualidade de faz justamente por sua incidência prática sobre a realidade. A libertação proposta tanto por um quanto por outro se dão no seio da história, ou seja, o inimigo comum a ser superado sendo histórico precisa ser superado através da concretude da práxis.

A reflexão que se faz em torno da práxis filosófica justifica a utilização de elementos como militância política e espiritualidade para que vislumbre horizontes utópicos semelhantes desc

Veja mais

Veto à História


Resultado da seleção para o curso Lugares de memória e Direitos Humanos - edição 1 - 2020


Militância e liberdade: a relação entre Marighella e o cristianismo de libertação


Curso Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil - 2020


COMUNICADO À COMUNIDADE


Visita Mediada ao antigo DOI-Codi


Reunião com a OAK Foudation


Testemunho do professor Will Schmaltz


Sábado Resistente: Mulheres em Resistência


56 anos do golpe civil-militar que nos afeta até hoje


Vigília pela Democracia


Debate Vigília Pela Democracia


24 de março - Dia Internacional do Direito à Verdade


Vigília pela Democracia e pelas Vítimas da Violência de Estado, de ontem e de hoje.


Adiamento da II Caminhada do Silêncio pelas Vítimas da Violência de Estado e do Ato Unificado Ditadura Nunca Mais


Mulheres em Resistência


Programa Visita Mediada ao antigo DOI-Codi de São Paulo


RAPHAEL MARTINELLI


Falecimento do Companheiro Raphael Martinelli


Final de semana da Memória e Resistência Política


Afiliação suspendida do Centro Nacional de Memoria Histórica de Colombia


Visita Mediada ao antigo DOI-Codi de São Paulo


Bilionários têm mais riqueza que 60% da população mundial, indica relatório da Oxfam


Visita mediada ao antigo prédio do DOI-Codi de São Paulo


Visita ao futuro Memorial da Luta pela Justiça


10 episódios de violação à liberdade de expressão em 2019


Sábados Resistentes: Balanço da aplicabilidade das recomendações da Comissão Nacional da Verdade


Homenagem a Carlos Marighella


Ato na homenagem a Marighella na camara de São Paulo


Sábado Resistente discute os retrocessos em áreas de Direitos Humanos


Profunda rejeição à militarização da América Latina e Caribe


O Memorial da Resistência em parceria com o Núcleo Memória debate na programação dos SR os retrocessos em áreas sensíveis dos Direitos Humanos no país


Caos, massacre e miséria no Haiti


Debate: [IN]VISÍVEIS – POLACAS


Roda de Conversa com o diretor do Nucleo memória Maurice Politi


XII Encontro Anual da Rede Latino-Americana e Caribenha de Lugares de Memória


A RESLAC exige a retirada das forças armadasa e a vigência das garantias básico no Chile


Encerramento do curso `Lugares de Memória e Direitos Humanos No Brasil`


Projeto `Visita Mediada ao antigo DOI-Codi de São Paulo`


Novas aulas do curso Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil


INSCRIÇÕES ENCERRADAS - Visita Mediada ao antigo DOI-Codi de São Paulo


A Resistência da Sociedade Civil e a luta por democracia no Brasil


Sábado Resistente - Tributo ao Dom Paulo Evaristo Arns


Nota de Repúdio


Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados


Primeira aula do curso “Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil”


SELECIONADOS - Curso Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil


Nascida em 08 de março. Elza Joana, presente


Sábado Resistente: 50 anos do DOI-Codi


Núcleo memória participou do Projeto Dossiê História em Cruzeiro SP


30 de agosto, Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados


Luta e Verdade - Bolsonaro e o esquecimento forçado


Por Elas: memória e resistência. Entrevista com Maurice Politi


Sábado Resistente: DOI-CODI 50 anos


18 de julho - Dia Internacional de Nelson Mandela


Inscrições para o curso `Lugares de Memória e Direitos Humanos no Brasil`


Em breve abrirá o período para inscrição no curso “LUGARES DE MEMÓRIA E DIREITOS HUMANOS NO BRASIL


Morre Clemente, da ALN e sucessor de Marighella


Impunidade faz com que Estado brasileiro ainda faça uso da tortura


Vozes do Silêncio Contra a violência do Estado


Sábado Resistente debateu o filme `Nostalgia da Luz`


Sábado Resistente: Debate o filme `Nostalgia da Luz`


Seja um amigo e amiga do Núcleo Memória - Friends of the Núcleo Memória


Memorial das Lutas e Ligas Camponesas é o mais novo membro da RESLAC


Sábado Resistente: “As lutas sociais e o movimento da infância”


Assista ao vídeo da I Caminhada do Silêncio em São Paulo


Sábado Resistente: Cativeiro Sem Fim


Núcleo Memória participa da IV Semana `Conhecendo a Realidade Brasileira`


NM vê com preocupação o encerramento do grupo de trabalho de ossadas de Perus


17 Abril |Dia Internacional de Luta Camponesa


Sábado Resistente: Lançamento do Livro Cativeiro Sem Fim


Novos membros da Rede Latino Americana e Caribenha de Sítios de Memória (RESLAC)


Cortes no orçamento de museus e programas culturais em São Paulo


Núcleo Memória participa de Roda de Conversa em Petrópolis


Curso Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos


Núcleo Memória participa de eventos sobre Direitos Humanos no Rio de Janeiro


Mais de 500 pessoas no 6º Ato Ditadura Nunca Mais


Ato Ditadura Nunca Mais


Primeiro Sábado Resistente de 2019: O papel dos coletivos culturais na São Paulo de hoje


Criação da Rede Brasileira de Lugares de Memória - REBRALUME


Núcleo Memória envia representante a audiência da CIDH sobre lugares de memória


Novo site do Ministério Público sobre Justiça de Transição


Simpósio em SP marca 20 anos do Ministério Público Federal na promoção da justiça de transição


`Casa da morte` é declarada imóvel de utilidade pública


Vandalismo ao Monumento Marighella


Nota de Falecimento: Eunice Paiva


Memorial de direitos humanos é inaugurado em Minas Gerais


No dia 13 de dezembro de 1968, o presidente militar Arthur da Costa e Silva decreta o Ato Institucional n° 5


Nota de falecimento: Virgílio Lopes Enei


Comissão da Verdade na Colômbia é instaurada


Ivan Seixas lança livro em São Paulo


Dia Internacional dos Direitos Humanos


Último Sábado Resistente de 2018 lança o livro Hiatus: Arte, Memória e Direitos Humanos na América Latina


Livro Migração e Exílio é lançado no Museu da Imigração


Membros brasileiros da RESLAC entregam documento à Comissão Interamericana de Direitos Humanos


RESLAC lança nota sobre a visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos


Sábado Resistente lança o novo livro da jornalista Jan Rocha: Solidariedade não tem Fronteiras


Estudantes de Relações Internacionais da UNIFESP visitam o futuro Memoria da Luta por Justiça


Núcleo Memória participa do Seminário “Espaços de Exclusão: História e Memória” na USP


Maurice Politi é entrevistado pelo Canal Plus


RESLAC manifesta o seu apoio ao tombamento da Casa da Morte em Petrópolis, Rio de Janeiro


Pela primeira vez, Ministério Público Federal (MPF) denuncia membros da Justiça e do Ministério Público Militar por crime contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar


Ato Herzog Vive


Roda de Conversa na EMEF Casa Blanca


SANTO DIAS, PRESENTE!


RESLAC saúda a anulação de perdão a Alberto Fujimori


Sábado Resistente comemora os 94 anos de Raphael Martinelli


Núcleo Memória participa do encontro internacional promovido pela RESLAC


Alunos da Escola Paulista de Sociologia visitam o futuro Memorial da Luta por Justiça


Pesquisadoras finalizam mais uma fase do projeto História Oral


Em dia de protestos em São Paulo, Núcleo Memória debate os 30 anos da Constituinte


Seminário na Universidade Presbiteriana Mackenzie conta com a participação do Núcleo Memória


4 anos do Massacre de Ayotzinapa


Roda de conversa no Colégio Santa Cruz


Memorial da Resistência debate os 30 anos da Assembleia Constituinte e os seus efeitos nos dias de hoje


Caso Vladimir Herzog: as implicações da condenação do Estado brasileiro na Corte Interamericana


Ativistas pelos Direitos Humanos do Rio de Janeiro lançam documento exigindo compromissos públicos dos candidatos à eleições de Outubro


Sábado Resistente debate sobre a abertura dos arquivos no Brasil e Paraguai e sua contribuição para o cumprimento das recomendações das Comissões da Verdade


47 anos da execução do Comandante Lamarca no Sertão da Bahia


Nota de empenho pelo cumprimento das resoluções da Comissão Nacional da Verdade


45 anos do golpe militar chileno


Incêndio no Museu Nacional: perda enorme para a história brasileira


Revolucionário e Gay: a vida extraordinária de Hebert Daniel.


Retomada das pesquisas nos arquivos da Justiça Militar


“Revolucionário e Gay”, novo livro de James Green é lançado em São Paulo


‘‘Acho fundamental que tenhamos referências históricas de pessoas que resistem aos golpes’’, diz James N. Green


Jornada do Patrimônio


Gegê Lemos visita o Núcleo Memória


Sábado Resistente: Movimento Custo de Vida


Visita escolar no futuro Memorial da Luta por Justiça


Memorial da Luta pela Justiça


Sábado Resistente: 50 anos de tropicalismo


26 de julho é dia de Combate a Tortura


Encerramento do curso Lugares de Memória


Exposição fotográfica: Ocupação Dom Paulo Evaristo Arns


Sexta aula do curso Lugares de Memória, ditaduras e direitos humanos no Brasil


Lançamento brasileiro do livro “A experiência Tupamara`


Lançamento de livro sobre movimento dos Tupamaros no Sábado Resistente


Terceiro encontro do curso `Lugares de Memória, ditaduras e direitos humanos no Brasil`


Segunda aula do curso `Lugares de Memória, ditaduras e direitos humanos no Brasil`


Alunos da UNIFESP Visitam Memorial da Luta Pela Justiça


Primeira aula do curso `Lugares de Memória, ditaduras e direitos humanos no Brasil`


Alunos da UNIFESP visitam Memorial da Luta


Primeira aula publica no patio do antigo DOI-CODI


Sábado Resistente é palco da memória viva da luta operária contra ditadura


50 anos depois, “1968 operário” é lembrado em Sábado Resistente


Memorial da Luta sedia lançamento de livro sobre Paulo Fonteles


Papel de religião na resistência é lembrado em homenagem a Martin Luther King


Pesquisas para MLPJ são retomadas com entrevista com Marcia Bassetto


Nos 50 anos da morte de Martin Luther King, resistência negra é debatida em SR


Núcleo Memória participa do Global Reparations Summit, na Sérvia


Mais de 500 pessoas se reúnem para reivindicar a transformação do DOI-Codi em lugar de memória


Mulheres discutem as diferentes lutas feministas em Sábado Resistente


RESLAC manifesta sua preocupação com o assassinato da defensora dos DH do Rio e a crescente violência nessa cidade


5º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais acontece no antigo DOI-Codi


Militantes se reúnem para debater resistência feminina intergeracional em SR


Amigos e companheiros de luta compartilham memórias de Honestino Guimarães em SR


Núcleo Memória participa de reunião sobre tombamento da Casa da Morte


Ato Ditadura Nunca Mais realiza arrecadação online Atividades


Ato Ditadura Nunca Mais realiza arrecadação online Núcleo


Primeiro Sábado Resistente do ano lança livro sobre Honestino Guimarães


Nota de apoio ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP)


Secretaria de Direitos Humanos lança livro sobre lugares de memória de São Paulo em Sábado Resistente


Sábado Resistente reúne especialistas para debater retrocessos nos direitos humanos


Militantes de ontem e hoje se reúnem para homenagear Marighella


Núcleo Memória participa de conferência internacional em Lisboa


Sábado Resistente homenageia Fidel Castro no marco de um ano de sua morte


Vozes da Defesa tem duração estendida até 10 de novembro


Instituições se reúnem para I Seminário do Centro de Memória Sul Fluminense


RESLAC divulga informe a CIDH, com contribuição do Núcleo Memória


Sábado Resistente reúne artistas e militantes em debate sobre arte e memória


Para homenagear Guevara, Sábado Resistente fala sobre revolução nos dias de hoje


Núcleo Memória participa de reunião da CIDH


Memorial da Resistência debate Arte e Memória para marcar abertura da exposição “Hiatus”


Ivan Seixas concede entrevista ao NM sobre a fundação da instituição


Núcleo Memória realiza palestra em seminário de direitos humanos no Chile


`Ruas da Vergonha` ganha prêmio de publicidade mais importante da América Latina


Nos 50 anos da morte de Che Guevara, Sábado Resistente presta homenagem ao revolucionário


Núcleo Memória realiza primeiras entrevistas para construção de memória institucional


Colônia japonesa emociona com histórias de luta por justiça para seus desaparecidos


Com participação do Núcleo Memória, RESLAC elabora plano estratégico


Sábado Resistente lança livros com temática da ditadura civil-militar


Memorial da Resistência promove tarde de lançamento de livros


Levante Popular lota Sábado Resistente em lançamento de livro sobre escrachos realizados pelo grupo


Memorial da Luta pela Justiça abriga exposição “Vozes da Defesa”


Núcleo Memória participa da Jornada do Patrimônio 2017


Comunicado sobre aprobación unánime en el Bundestag y el rol del Estado chileno


Núcleo Memória, OAB/SP e STM inauguram exposição Vozes da Defesa


Perseguição à colônia japonesa nas ditaduras argentina e brasileira em debate no Memorial da Resistência


Sábado Resistente lança livro sobre escrachos aos torturadores da ditadura


Núcleo Memória entrega assinaturas da campanha Ruas da Vergonha à Prefeitura


Núcleo de Pesquisa recebe Leila Tavares que compartilha sua busca pelos arquivos da Justiça Militar


Sábado Resistente debate a Justiça no Brasil em lançamento de livro do MPF


Pesquisa no arquivo do STM - Jornal da Justiça


Sábado Resistente homenageia Dulce Maia de Souza, combatente da Resistência


Sábado Resistente lembra importância dos lugares de memória em lançamento de livro


Núcleo Memória convida todos para Assembleia Geral


Memorial da Resistência lança livro sobre a história do imóvel que abriga o museu


Colóquio de Direitos Humanos debate mudanças na segurança pública e no cárcere


MPF lança livro sobre crimes da ditadura civil-militar


Em maio, o Memorial da Resistência realiza debate sobre questão de gênero e violência contra a mulher no Sábado Resistente


Segurança pública e situação penitenciária em pauta no 2º dia do Colóquio de Direitos Humanos


No lançamento de “Calabouço”, um encontro entre os militantes de ontem e hoje


4º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais


Dia Internacional pelo Direito à Verdade


Primeiro dia do Colóquio de Direitos Humanos discute fundamentos da intolerância religiosa no Brasil


Sábado Resistente estreia temporada de 2017 com plateia cheia para discutir resistência juvenil


Memorial da Luta pela Justiça promove debate sobre Intolerância Religiosa


RESLAC abre convocatória para consultores ou empresas de consultoria


Diretor do Núcleo Memória realiza visita com professores no Memorial da Resistência


Contra o desmonte da coordenadoria por Memória e Verdade do Rio de Janeiro


Apoio à atuação do Ministério Público Federal


Curso Ditadura: História Memória encerra sua 4ª edição, destinada a educadores populares


No Dia Internacional dos Direitos Humanos, II Ciclo de Cinema tem encerramento com debate sobre o tema


Último Sábado Resistente do ano recebe 90 pessoas para homenagear Sergio Motta


II Ciclo de Cinema recebe Manoel Cyrillo e Martim Sampaio


Às vésperas do dia da Consciência Negra, Sábado Resistente reúne especialistas para debater o tema


Diretor do Núcleo Memória da aula na Unifesp


Sábado Resistente emociona com homenagem ao militante Farid Helou


II Ciclo de Cinema exibe documentário sobre atuação de advogados na ditadura


Especialistas discutem a segurança pública durante e depois da ditadura em Sábado Resistente


Diretor do Núcleo fala à 80 alunos do fundamental sobre o golpe e a ditadura


Sábado Resistente tem exibição de curtas e debate sobre a tortura


II Ciclo de Cinema estreia com filme sobre a participação dos EUA na ditadura brasileira


II Ciclo de Cinema traz discussão sobre violações do Estado nos dias atuais


Antonio Espinosa participa de debate em Sábado Resistente


Núcleo Memória participa de encontro da regional de sítios de consciência


Com mais de cem pessoas, Sábado Resistente discute o papel das empresas na ditadura


Encerramento do Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Luis Nassif sobre Liberdade de Imprensa - Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Sábado Resistente discute a tortura no passado e no presente


Padre Gianfranco Grazioloa sobre Cárcere - Projeto ocupe os Direitos Humanos


Jacqueline Sinhoretto sobre violência policial - Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Memorial da Luta pela Justiça recebe visita da Clínica de Direitos Humanos da PUC


Franklin Felix sobre Comunidade LGBT - Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Leonardo Duarte e Direito da Criança e do Adolescente - Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Maurice Politi participa do Fórum Latino-Americano de Fotografia


Anivaldo Padilha sobre Justiça de Transição - Projeto Ocupe os Direitos Humanos


Sábado Resistente discute a importância dos lugares de memória


Núcleo marca presença na Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Mundo da Universidade Metodista


Assine nossa newsletter

Siga-nos

           
todos direitos reservados ©2018